domingo, 12 de agosto de 2007

Artistas da Terra I - Os Irmãos Músicos - Irmãos Romão

Da esquerda para direita, no alto: Francisco Aurélio (Titio), José Isidoro (José Romão), Manoel Felipe Nery e Sebastião Cristino (Totô). Sentados, da esquerda para direita: João Batista e Egídio Nestor.
Iniciando o tópico Artistas da Terra, irei ressaltar os seis irmãos músicos, filhos de Sebastião Justino de Maria, violeiro e repentista, e Romana Vitalina de Maria: Sebastião Cristino dos Santos (Totô), José Isidoro dos Santos (José Romão), Manoel Felipe Nery dos Santos (Filipim ou Menezim), Francisco Aurélio dos Santos (Titio), João Batista dos Santos (Tiá) e Egídio Nestor dos Santos (Gidim). Os "irmãos Romão" como também eram conhecidos (por serem filhos de Romana), aprenderam música em 1925; quando ainda moravam na Volta do Rio. Eles caminhavam da Volta do Rio à São João do Sabugi, RN, para estudarem música, com o maestro Honório Maciel, recém-chegado de Pernambuco. Assim, em 1926, os irmãos músicos integraram a Filarmônica Honório Maciel, a partir de sua fundação; sendo eles, junto à outros, fundadores da referida Filarmônica, sob regência da batuta do maestro Honório Maciel.


Sebastião Cristino dos Santos - Tinha apelido de Sebastião Romão entre os conhecidos e de Totô entre os sobrinhos. Na Filarmônica Honório Maciel, tocava pratos mas posteriormente, passou a tocar violino. Casou com a paraibana Helena, com quem constituiu família. Foi professor de alfabetização, na Fazenda Solidão, município de Serra Negra do Norte, RN, sendo sepultado em Serra Negra. Seus familiares, inclusive sua esposa, de mais de 80 anos, residem no município de São José de Espinharas. Seu filho, José, conhecido como "Zé de Helena", toca violino e sanfona, sendo reconhecido como excelente sanfoneiro. Entre os netos, Agnelo, filho de Geraldo, dedica-se ao violão.


José Isidoro dos Santos - Conhecido como Zé Romão, e apelidado pelos sobrinhos de Teté, foi músico de soprano, tuba, concertina e órgão (serafina). Na Filarmônica Honório Maciel, tocou soprano e tuba; na Igreja, a serafina, acompanhando missas e novenas; a concertina, nas quadrilhas juninas e bailes de festa. Nunca deixou de residir em São João do Sabugi, RN. Casou-se com Zulmira Lucena, constituindo família nesta cidade, onde faleceu e foi sepultado. Tem seu nome eternizado na banda de música de Ipueira, RN, a Filarmônica José Isidoro dos Santos. Dos seus 07 filhos, Sebastião (Bastinho) integrou a Filarmônica Honório Maciel tocando trombone, posteriormente, integrando-se na filarmônica de Patos, PB e em João Pessoa, PB, a partir daí, seguindo carreira militar, na Aeronaútica, como músico. Jalmir, filho mais novo de José Romão, também integrou a Filarmônica Honório Maciel, no tarol. Entre os netos, Jarles Jamerson e Jean Jefferson, filhos de Bastinho, dedicam-se ao violão.


Manoel Felipe Nery dos Santos - Chamado pelos músicos de Filipim, e de Menezim, pelos sobrinhos, Manoel Felipe integrou a Filarmônica Honório Maciel, tocando bombardino e trombone, posteriormente assumindo a regência como exímio maestro. Dedicado a música, Manoel Felipe era compositor e foi professor de música em São João do Sabugi e em Ouro Branco, ambas no RN, inclusive, em Ouro Branco, a filarmônica tem o nome de Manoel Felipe Nery. Constituiu família com Severina, com quem teve uma única filha, Mina, já falecida. Viúvo, casou-se com Maria do Carmo, da cidade de Ouro Branco, com quem teve 10 filhos. Morou alguns anos em Ouro Branco, posteriormente retornando para São João do Sabugi, onde faleceu e é sepultado. Seu filho José, apelidado de Deca, foi músico da filarmônica de São João do Sabugi e de Caicó, tocando trombone. Arnaldo integrou a filarmônica sabugiense tocando tuba. Entre os netos, Anderson, filho de Judith, destaca-se na bateria; e os filhos de Geralda, Josimar (Abá), Valdinho e Joácio, destacam-se no trombete, na percussão e no teclado, respectivamente.


Francisco Aurélio dos Santos - Conhecido como Titio, entre os sobrinhos e todos os seus conhecidos, Francisco Aurélio era músico de trombone e bombardino na Filarmônica Honório Maciel. Constituiu família com a patoense Maria, já residindo em Patos, PB, onde foi maestro da Filarmônica 26 de Julho. Preparando-se para viajar para a festa de padroeiro em São João do Sabugi, Titio estava na sede, experimentando um instrumento de sopro e sentiu-se mal, falecendo.Titio é sepultado em Patos, PB. Entre seus 10 filhos, Artéfio e Francisco integraram a Filarmônica 26 de Julho.


Egídio Nestor dos Santos– Apelidado de Gidim e Egídio Romão, foi músico de tuba, na Filarmônica Honório Maciel e, professor de alfabetização na Fazenda Jataí. Saindo de São João do Sabugi, foi morar em Patos, PB, e depois em Recife, PE. Constituiu família com Pretinha, tendo 06 filhos e teve uma coincidência com seu irmão Francisco Aurélio: também Egídio, faleceu quando estava preparando-se para vinda de festa do padroeiro em São João do Sabugi, RN. Faleceu em Recife, PE, e o sepultamento ocorreu em São João do Sabugi, RN. Entre seus filhos, Vilmar e Ivaldo, eram violonistas.


João Batista dos Santos - Conhecido entre os sobrinhos por Tiá, e pelos amigos como João Romão, ele tocava saxofone na Filarmônica Honório Maciel, mas costumava destacar-se no violão, fazendo serenatas com o amigo, também músico, João Delmiro. Foi professor de alfabetização no distrito da Palma, próximo a Caicó, onde casou-se com Nana, constituindo família de 04 filhos. Foi residir em Patos, PB e depois em Campina Grande, PB, onde ficou viúvo, casando-se com Maria da Guia Freire, com quem teve mais 03 filhos. Em Campina Grande, PB, destacou-se como poeta e compositor de valsas. Faleceu e sepultou-se em Campina Grande, PB, onde residem seus filhos.


Anna Jailma - jornalista e neta de José Isidoro dos Santos (José Romão)

5 comentários:

João Quintino disse...

Jailma, parabéns pelo novo blog e, em especial, por este tópico que hoje inicia, onde cabe gente que é um horror, dado o grande pendor do nosso povo para as artes. Caso não vá tratar apenas de música, sugiro o nome de Inácia Bilro, santeira de talento bem singular, nem sempre lembrada. No Sabugi by JQ, estamos preparando uma série, A Cara da Cultura, com gente de hoje, viva, que produz cultura em seu sentido amplo. Tem, inclusive, um lugar para dona Ermita. Mais uma vez, sucesso no novo formato.

Anônimo disse...

Por que nao:)

Valmir Teixeira dos Santos disse...

Boa Tarde,

Sou Valmir Teixeira dos Santos,filho de João Sutero dos Santos e Antônia Teixeira dos Santos,sou natural de Brasilia-DF mas moro no Estado de Mato Grosso.Sempre ouvia meu pai falar soube alguns tios dele que eram músicos,pois bem,sou musico trombonista e regente de uma corporação musical na cidade de Alta Floresta/MT,uma de minhas irmã também é musicista é toca sax tenor,em uma viagem de final de ano a Brasilia,visitei minha tia e mim deparei com um CD de musica instrumental,era a Filarmonia Honorio Marciel mim encantei, minha mãe é natural de campina grande, ela diz que um dos tios de meu pai tocava sax todas as manhãs em uma varanda da casa de onde morava, creio que seria JOÃO BATISTA SANTOS,outros nomes repassado por minha tia foi;MANOEL FELIPE SANTOS,FRANCISCO IZIDORO SANTOS,SEBASTIÃO CRISTINO DOS SANTOS E MANOEL FELIPE SANTOS.Sou grato a Deus por te me dado a dadiva do dom da musica e ter em minha arvore genealógica músicos tão talentosos e inesquecíveis.

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Valmir que alegria ter seu comentário aqui no blog. Sou neta de José Isidoro dos Santos, o José Romão. Gostaríamos de ter contato com você e demais familiares.

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Valmir que alegria ter seu comentário aqui no blog. Sou neta de José Isidoro dos Santos, o José Romão. Gostaríamos de ter contato com você e demais familiares.