domingo, 5 de agosto de 2007

Lembranças de Outrora - I

Foto: Dercílio Morais

São João, de ontem...



Pelas pessoas que se foram, pelos constantes avanços da tecnologia, pela mutações que circundam nosso mundo, a singela cidade de São João do Sabugi RN, não é a mesma e estas imagens do ontem permanecem guardados na mente do sertanejo, como aquele sertão de Euclides da Cunha, de Oswaldo Lamartine ou do nosso poeta maior, Nimô Quinino.
Os visitantes que não retornavam há muitos anos, até se surpreendem com a imagem que os cerca. Já não tem Zé Romão no fole, no toque do sino ou na tuba da Filarmônica. Já não é Manoel Felipe Nery que desce á frente da Filarmônica de batuta na mão. O casarão de Sr. Zé Honório não é o mesmo e ele já não está na esquina sentado de clarineta na mão. Na Av. Honório Maciel já não se vê Nimô recitando poesias ou contando contos da nossa história, sentado na cadeira. Quando a bandeira de São João é hasteada na Igreja Matriz, não é Sr. João Galvão que está lá e na ladainha, o canto de Dudu Fernandes não está presente. A lamparina que Bill fazia impecavelmente, não é mais usada na cidade nem nos sítios. O sax que hoje se ouve não é de Bill, nem de Peinha. E aquele tradicional café torrado em casa, da casa de Zé Romão, também não existe mais; porque lá já não está Nilce, a saudosa “Dissa”. Na feira do Mercado Público, os homens do campo chegam de motocicletas ou caminhonetas. Os jegues parecem em extinção.
São João do Sabugi não é a mesma São João de ontem, mas permanece um recanto cheio de encanto. A riqueza cultural da nossa gente é tão grande, que as sementes plantadas, brotaram, e aqui continua sendo a terra dos músicos, dos poetas, dos artistas. Aqui, ali ou acolá sempre tem um sabugiense encantando pela sua arte.

Anna Jailma - jornalista

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