quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Longe de Casa I - Por Tácito Zaildo

O índio na estação do metrô.

Por Tácito Zaildo*

É nisso que a vida nos transforma quando estamos, ou melhor, moramos longe de casa e dos pais, rodeados por pessoas desconhecidas, costumes e hábitos que não são nossos, imposições, novidades, dificuldades, enfim, coisas de um lugar que não é nosso, de uma casa alheia, de um lugar estranho assim como um metrô para um índio acostumado a viver no mato. Tudo isso é claro somado com uma “falsa” condição de liberdade que nos fascina logo de início, podendo nos estragar mas que também pode nos oferecer uma noção maior do que é ter responsabilidade, quando estamos longe dos nossos pais, da nossa família, do nosso berço. Mas o mais importante diante de tudo isso é acreditar que nada será em vão, pois o grande legado que guardamos, além dos nossos conhecimentos científicos de universidade, é justamente essa nossa capacidade de se moldar ao que antes parecia novo e impossível, é o aprendizado da convivência quando moramos e vemos passar por nós várias pessoas diferentes como numa estação de metrô, o novo círculo de amizades que fazemos com pessoas ás vezes, totalmente diferentes de nós, mas que nos trazem a impressão de família ou se misturam com ela, ajudando ao índio que estava “perdido” a se localizar, e se adaptar ao novo.
* Tácito Zaildo de Morais Santos, é filho de Jalmir de Lucena Santos e Maria de Fátima Morais. Os pais residem em São João do Sabugi, RN e ele, em Campina Grande, PB, onde é estudante de Fisioterapia. Mora em pensionato.

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