sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Netos do Sabugi IV - Cláudia Queirós



Fotos (albúm de família)

Cláudia de Medeiros Queirós é filha de Arnaldo Queirós e da sabugiense Antônia Medeiros (conhecida em São João como “Toinha de Sérvula”). Nascida em Soledade, PB, Cláudia cresceu ouvindo histórias sobre São João do Sabugi; incluindo lendas, figuras folclóricas da cidade, fatos inusitados, retratos da cultura popular da terra. “São João representa para mim, parte da minha história, porque é a vida da minha mãe, é a história de amor dos meus pais e muito da história de painho também, de trabalho, de bares. Na minha vida particularmente, São João é um canto de repouso, é um celeiro de cultura, é um lugar abençoado, São João é um lugar especial”, destaca Cláudia.
As histórias que Cláudia ouvia eram tantas que quando morava em Soledade e visitava São João, ela fazia questão de visitar todos os personagens dos “contos” que ouvia. E assim, se fez parte de São João do Sabugi, conhecida por todos, amiga dos sabugienses.
Reside em Caicó há 7 anos, as vezes aparece na terra da Serra do Mulungu “dando o ar de sua graça”. Católica, universitária do curso de Teologia e integrante da Renovação Carismática Católica, quando visita a terra sabugiense também se faz presente na Igreja Matriz de São João Batista. Quando fala da presença de Deus, ela é enfática: “Deus é a minha vida. Esses dias falei isso a alguém, porque Ele não é aquele Deus do céu, que as pessoas falam; mas, é o concreto em mim. Não consigo separar o Deus das minhas orações e minha vida à parte. Ele está em cada pequena coisa na minha vida e não tenho como não acreditar; porque Ele é minha razão maior de viver e de suportar os trancos da vida”, diz Cláudia.
Tratando-se de sonhos, Cláudia afirma que Deus realiza todos os seus sonhos, mas, pensando num especial, que atenda a toda humanidade, ela cita a cura definitiva do câncer. “Esse negócio de sonho é complicado, porque eu não sonho muito (risos). Acho que meu sonho hoje não é particular, pois, Deus sempre realiza os meus pequenos sonhos. Meu sonho hoje seria a cura do câncer no mundo, porque tenho me assustado com o número de pessoas que temos perdido com esta maldita doença”, conclui.
Cláudia é uma neta do Sabugi, paraibana, filha de sabugiense, e muito bem adotada por todos os filhos desta terra.



Anna Jailma - jornalista e blogueira.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Adeus, primo...


Hoje, São João do Sabugi vive mais um dia de despedida dolorosa: faleceu em Natal, um sabugiense que pertencia a família de todos nós, Ivo Cavalcanti, o primo Ivo.
Ivo era um sábio de coração. De tão simples e fraterno, se fez primo de todos e para ele todo amigo era familiar, era seu “primo”. Sabugiense de corpo e alma, prestigiava e amava as coisas da terra, principalmente o antigo Bloco da Mala e a Filarmônica Honório Maciel.
Foi vereador na nossa cidade, quando nem havia pagamento de salário para isso e era um comerciante acolhedor, que atendia seus clientes sem qualquer distinção. O sentimento de igualdade era uma de suas características mais fortes e quanto mais “primos” ele pudesse ter, melhor...Assim, sua família era integrada por todos os filhos da Serra do Mulungu, do Rio Sabugi, do nosso pedaço de chão sertanejo, que é nossa terra São João.
Quando comprou um sítio perto do Quixeré, sítio de meus familiares, Ivo fez questão de ir até lá, visitar as pessoas e dizer que era vizinho. Ele já conhecia todos da família, mas sentar na mesa de cada um e conversar sobre a vida no sítio, era para ele uma fonte de alegria. Ele tinha a sabedoria de encontrar felicidade nas coisas simples da vida.
Hoje, estamos unidos em oração, solidários a seus familiares; pedindo a Deus o conforto e o fortalecimento na fé. Sua caminhada até o céu será serena, encontrando a plenitude da paz espiritual e certamente, um arco-íris irá iluminar seus passos, anunciando que o céu está em festa.
Aqui ficamos primo, com sua lembrança amiga preservada no coração; porque, como canta Milton Nascimento, “amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração”.



Anna Jailma - jornalista e blogueira.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Homenagem Póstuma


A fé é como uma bússola que direciona os navios incertos para o mar da serenidade. Neste momento de despedida, é a fé que nos fortalece, para a continuidade de nosso cotidiano, entregando a Deus os nossos passos e tendo a certeza da existência da vida eterna, na Casa do Pai.
As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”, disse Guimarães Rosa. É assim, encantada, que permanece nossa Bibiu Galvão. Seus gestos e seu riso estão encantados e podem ser vistos em cada criança e em cada coração aberto, desta terra sertaneja.
Sua despedida nos remete a complexa mistura de pranto e riso. Nosso pranto é de dor e de saudade mas a lembrança mais forte que Bibiu nos deixa é de riso, de alegria, de felicidade.
A alegria de Bibiu sempre foi intensa em todos os momentos e ela soube deixar entre nós a marca de uma personalidade ímpar, inesquecível. Será lembrada por todos os sabugienses, porque soube ser amiga de todas as gerações, desde a criança até o idoso; e alegria de viver, foi sua maior lição deixada aqui na terra.
Como integrante do Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus, Bibiu foi exemplar. Ingressou e permaneceu atuante até os nossos dias, participando inclusive, dos Congressos do Apostolado da Oração, em outras cidades do Seridó. Também em reuniões da associação, na Festa do Coração de Jesus, Bibiu foi testemunho de fé, amiga de todos os sacerdotes da nossa Paróquia, atuante e fervorosa, exemplo até mesmo para as zeladoras mais antigas do Apostolado.
Bibiu, siga em paz, segura na mão de Deus! Seja acolhida pelo Menino Jesus e pela Mãe do Céu. Sua missão foi cumprida e sua lembrança está eternizada em nosso coração.
P.S esta mensagem, com pequenas alterações, também feitas por mim, foi lida no sepultamento de Bibiu Galvão, por D. Eliene Medeiros, como homenagem de D. Eliene e do Apostolado da Oração; em 26/11/2007.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

domingo, 25 de novembro de 2007

Jipeiros integram-se na luta pelo meio ambiente

Foto (Anchieta França): Água nossa de cada dia...
No primeiro semestre deste ano a Trilhamiga lançou projeto, levando jipeiros natalenses para conhecer “in loco” as nascentes dos rios que banham o território do Rio Grande do Norte. Agora em novembro, o engenheiro agrônomo José Procópio de Lucena, integrou-se neste projeto; em função das expedições que pretendem inspecionar as fontes primárias do Assu e do Seridó, ambas situadas no vizinho Estado da Paraíba.
Os jipeiros natalenses pretendem fazer uma expedição nas nascentes dos rios Piranhas e Seridó, para verificar as condições ambientais. O projeto tem apoio do Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) e já levou os integrantes para as nascentes do Pitimbu e Pontegi, provocando mobilização junto aos órgãos públicos para combate das agressões ambientais nestas nascentes. Para o próximo mês, o grupo programou visita ao Maxaranguape, em 09 de dezembro, contando com presença do IGARN E IDEMA, além de outras entidades que trabalham em prol do meio ambiente.
José Procópio há anos que vem integrado na luta pelo meio ambiente na região Seridó. “Esta grave questão já produziu muitas discussões e quase nenhuma solução concreta. Há evidente conivência dos órgãos ambientais, ministério público, gestores públicos, instituições diversas, empresários, sociedade e indivíduos a favor deste modelo preverso. Total desrespeito a constituição e a lei de crimes ambientais ou Lei da Natureza-Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998”, diz o engenheiro José Procópio.
Em e-mail enviado aos ecologistas do Seridó, José Procópio, comenta a importância da participação coletiva em prol do meio ambiente. “A Lei Ambiental brasileira é boa, mas, para funcionar, todos devem participar da sua implementação, seja através de denúncias ao IBAMA, ao órgão ambiental do Estado, ao Ministério Público, através do exercício diário dos direitos de cidadão. A Constituição garante que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo e que incumbe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”, destaca.
Sobre a região Seridó, ele comenta o conceito do Plano de Desenvolvimento Sustentável e levanta indagações. “Temos o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Seridó, que é o processo de mudança social e elevação das oportunidades sociais, compatibilizando, no tempo e no espaço, eficiência e crescimento econômicos, equidade social e conservação ambiental. Dar pra acreditar neste conceito? Afinal, pra serve o Plano?” questiona Procópio.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Tem circo, sim "sinhô"




Em São João do Sabugi, chegou hoje o Circo São Luiz, vindo de Pernambuco. O circo já passou por Caicó e agora chegou a São João, prometendo 31 atrações envolvendo palhaços e malabaristas. Estão armados nas proximidades do Clube Municipal e começam a apresentação circense amanhã, sexta-feira.
Conforme divulgação do circo, há espaço para 2 mil pessoas, sendo que o circo não usa arquibancada e tem cadeiras para a toda a platéia. Sua permanência em São João do Sabugi irá depender da procura, podendo passar três ou mais dias por aqui.
Assistir atrações circenses pode ser uma boa opção para distrair. Se tiver os tradicionais vendedores de picolé, sorvete e pipoca por lá, melhor ainda.
Lembro que na minha infância, eram muitos os circos que passavam por aqui e eu sempre lá, na arquibancada, muito atenta aos palhaços, aos malabaristas e apresentações de danças. Hoje nem sempre aparece circo por aqui, quando aparece merece ser prestigiado.
Sejam bem-vindos, artistas da alegria!


Anna Jailma - jornalista e blogueira.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Dia da Consciência Negra

Foto (divulgação): Igualdade - os gêmeos Kaydon e Laydon Richardson, nascidos em 2006, em Middlesbrough, no Reino Unido, Inglaterra. (www.newsblog.com.br em 25/10/2006)

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil, dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro, em 1594.
Algumas entidades como o Movimento Negro organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. (Fonte: Wikipédia)

"Você ri da minha roupa/Você ri do meu cabelo/Você ri da minha pele/Você ri do meu sorriso/A verdade é que você,/ Tem sangue crioulo/Tem cabelo duro/Sarará crioulo..."

(Olhos Coloridos – cantado por Sandra de Sá)

Hoje, dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra. Ter consciência negra é antes de tudo assumir que é negro, reconhecer sua identidade, identificar-se com a rica história e cultura que circunda a raça negra.
Ser negro é ser reflexo de uma luta por liberdade e igualdade, é ter uma cultura que atravessou mares, em navios negreiros;vencendo algemas, troncos e chicotes, espalhando-se por todos os recantos e nos mais variados aspectos: nas comidas, nas danças, na música, no vestuário, nas expressões do riso e do olhar, na coragem, na perseverança, no timbre da voz...
O negro tão bem expandiu sua história e sua cultura, que até mesmo os que o discriminam tem nos seus hábitos o reflexo da raça negra; incluso nas refeições diárias, na música que gosta de ouvir, nas danças, nos acessórios que usa e em tantas outras coisas que circundam nossa vivência. Ser negro é lindo e universal!


Anna Jailma - jornalista, blogueira e negra

Será que sai???



Foi publicado em blogs da região Seridó: “No mapa de reconstrução de rodovias – obras em andamento do Governo – consta com data de 31 de Agosto de 2007, que a rodovia 118, que liga Caicó ao trevo que dá acesso ao Distrito da Palma e São João do Sabugí está em construção. Diz até o percentual do que já foi feito: 7% do serviço. Um verdadeiro absurdo. Pois, nada foi feito até agora.Isto sim é uma obra FANTASMA! Valor da obra: 335 mil 338 reais e 31 centavos”.
O interessante disso tudo é que o fato foi noticiado em blogs e comentado na Imprensa da região, entre os dias 15 e 16 deste mês...hoje já teve quem avistasse homens fazendo medições no trecho da estrada...Hummm...será que vão fazer o serviço agora? Em outro blog do Seridó, data de 19/11, já foi divulgado informação, com base em entrevista do engenheiro Gledson Maia, diretor do DER em Caicó, dizendo que a empresa responsável pelas obras será a Delta Construções e que a informação sobre 7% do asfalto concluído pelo Governo foi um "mal entendido" ou mesmo "um erro de digitação do site". Também é afirmado que no máximo dia 22, as obras serão iniciadas no trecho que liga Caicó à Palma.
Oh coisa eficiente é a liberdade de expressão misturada com a indignação do povo e uma imprensa sem mordaça.
FONTES:
PB: Essa saiu - Ah, ao contrário do trecho Caicó-Palma e São João do Sabugi, a estrada que liga Ipueira à Samamede, PB, finalmente está concluída; asfaltada. Dizem que ontem, até os trabalhadores da estrada comemoravam quando os motoristas passavam. Agora, certamente o fluxo de transporte passando por São João do Sabugi irá aumentar, visto que, é uma nova opção na ida para Patos, PB. Mas, lá foi Cássio...

Anna Jailma - jornalista e blogueira

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Poesia da Terra - Por Egydio Medeiros





Recebi via e-mail, uma poesia de Egydio Alves de Medeiros, também um "Januário", residente em São Paulo, SP. A poesia "São João do Sabugi" foi escrita por Egydio, em dezembro de 2005 e relembra momentos da seca sertaneja quando o cardeiro é utilizado como alimento para o gado. Sua memória poética também registra o período de inverno, com açudes cheios, mato verde e cheiro de chuva na terra molhada. Finalizando, Egydio cita sua trajetória na terra da garoa, capital paulista, onde o poeta tornou-se bombeiro, contruiu família e lá continua...Como o grande Manuel Bandeira, Egydio também tem sua "Pasárgada", sua São João do Sabugi, sua terra natal.

Anna Jailma - jornalista e blogueira


Foto de Anchieta França: Serra do Mulungu e Rio Sabugi
Fotos de Dercílio Morais: Serra do Mulungu e cactus; e paisagem de pote na parte interna da casa de taipa montada no São João de 2005 e 2006
Fotos de Egnaldo Medeiros: paisagem da Barragem das Carnaúbas
São João do Sabugi


Eu vou lá para São João
Sou parente do prefeito
Tem no seu nome, Galvão
Por quem tenho grande respeito
Mas é Brito de Medeiros
Parente de qualquer jeito

Períodos de sofrimento
Que tanto memorizei
No tempo das vacas magras
Até cardeiro eu plantei
Mas é minha Pasárgada
Já fui amigo do rei

Lá nas terras Sabugi
Tem coisas que eu muito amei
Que recordo com saudade
Nunca mais esquecerei
Fica na minha memória
Como passagens de glória
Mato verde, Açude cheio

Eu fui embora pro sul
Percorri imensas trilhas
Parei aqui em São Paulo
Viajei por muitos dias
Foi a chave do sucesso
Construí grande família

Aqui escolhi bombeiro
Como minha profissão
Aprendi amar o próximo
Foi minha dedicação
Ser bombeiro é ser humilde
Tenho muita gratidão

Egydio 19/12/2005

sábado, 17 de novembro de 2007

Balaio Vermelho...e porreta!

Foto de V.Bice

Foto : Pedro Moreira

BALAIO PORRETA 1986 n° 2161 Rio, 9 de novembro de 2007

http://balaiovermelho.blogspot.com/

Quem me conhece sabe que adoro poesias e hoje, mais uma vez, fui mexer no balaio que além de belas poesias, conduz belos textos, dicas de livros e cinemas, ricos comentários e lindas fotografias...É um balaio que mistura o que melhor tem na alma de cada um; em especial, na alma daqueles que quebram redomas, fogem do marasmo e vivem! Como disse Boris Pasternak, poeta e romancista russo, "não são as revoluções nem os motins que abrem a estrada para dias novos e melhores, mas a alma de alguém inspirada e em chamas". Então, se você é capaz de assumir uma alma inspirada e em chamas, visite o Balaio Vermelho, blog de Moacy Cirne...Mas se você lááá no íntimo, tem vontade de romper fronteiras, mas falta-lhe coragem...também visite o Balaio. Quem sabe assim, você levanta a mãozinha e quebra a redoma que o (a) impede de voar. O Balaio é liberdade, cultura e viagem...
P.S Escolhi estas fotos porque me identifico com ambas. Encontre seu espelho por lá também.


Anna Jailma - jornalista, blogueira e visitante assídua do Balaio.

Perfil Sabugiense IV - Suzete Medeiros


Foto (albúm de família): Suzete aos 04 aninhos, em São João do Sabugi
Suzete Medeiros nasceu em São João do Sabugi, é filha de Maria do Céu e Joãozinho Poroca. Por aqui ela brincou de barra bandeira e fez amizades que permanecem até os nossos dias.
Para definir Suzete em três palavras, eu diria: família, emoção e alegria. Quem a conhece enxerga com facilidade uma luz de estrela que irradia de seu espírito acolhedor e sereno. Modesta, no questionário abaixo, ela diz que pretende tornar-se uma pessoa evoluída espiritualmente; o que certamente irá fazer Suzete levitar literalmente, pois, quem a conhece sabe: Suzete já tem um espírito iluminado e evoluído. Conheçam Suzete!
Nome: Maria Suzete de Medeiros Costa
Estado Civil: Casada
Filhos: Mariana e Gustavo
Mora em: Caicó RN
Signo: Peixes
Cor: Verde
A família na sua vida: Meu porto seguro
Sua característica principal: Coração muito grande, cabe todo mundo (risos)
Lembrança da infância: As brincadeiras de barra bandeira nas ruas de São João do Sabugi
Amigo (as) de todas as horas: Minhas irmãs, Suzana e Suerda Medeiros.
Sonho realizado: Ser mãe
Pessoas especiais: Todas que amo, que por sinal, são muitas...
Pessoa que admira: Meu irmão Bastinho, pela sua determinação, força de vontade de viver e seu incomparável bom humor.
Uma experiência que marcou: Todo o processo da doença da minha mãezinha, que a levou para o céu.
Um medo: Perder as pessoas que amo. É muito doloroso, já perdi algumas.
Planos para o futuro: Me tornar uma pessoa evoluída espiritualmente
Um lugar especial: Minha casa
Deus na sua vida: A base de tudo
Um livro que leria novamente: O Primo Basílio e Violetas na Janela.
Música especial: "♪♪Não se admire se um dia um beija-flor invadir ♪♪a porta da sua casa te der um beijo e partir... ♪♪Fui eu que mandei o beijo que é pra matar meu desejo ♪♪ faz tempo que não te vejo, ai que saudade de ocê... ♪♪”
Um CD que gosta de ouvir: Todos de Caetano Veloso
Onde São João do Sabugi deve melhorar? Como não resido mais em São João, fica difícil dizer, mas acredito que a Saúde e Educação precisam melhorar em todo o país e valorização da cultura de cada comunidade.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Longe de Casa IV - Elisa Helena




Fotos (albúm de família)

Elisa Helena de Medeiros Costa é uma sabugiense que reside em terra distante, há muitos anos. Ela reside em São Paulo, SP, desde 1959, onde casou-se e tem duas filhas. De São João do Sabugi, ela guarda lembranças da infância, como o banho de açude no Sítio Carneiro e sempre obteve notícias da terra natal, através de "Edgar Januário", seu irmão; também residente em São Paulo, mas, que sempre esteve visitando a terra natal.
Atualizada, antenada com as novas tecnologias, ela também obtém notícias daqui através da internet, pelos blogs sabugienses e pelo orkut; nas comunidades dedicadas aos filhos da terra que estão ausentes e aos amantes da Serra do Mulungu. Vale destacar que na eleição das 7 maravilhas do RN, Elisa Helena esteve integrada, junto ao irmão Edgar, fazendo campanha por votos para a Serra do Mulungu, entre familiares e amigos em São Paulo.
De um amor incondicional pelos que a rodeiam, Elisa transmite aos irmãos, em especial a Edgar, todas as notícias de São João do Sabugi. "A família para mim é um tesouro dado por Deus", diz ela. Paciente, alegre, amorosa, muito próxima aos familiares, quando indagada sobre um sonho realizado, ela enfatiza a independência das filhas: "A vida é um eterno realizar de sonhos, porém um que me realizou foi ver minhas duas filhas com sua independência financeira"destaca. Com olhar brilhante e riso sereno, ela transmite coração amplo, acolhedor e quando trata-se de citar sabugienses que admira, ela não pensa duas vezes:"meus pais, pela vitória de criar e educar para o mundo nove filhos úteis a nossa sociedade".
São Paulo, a terra da garoa, é para Elisa um lugar especial. Foi na capital paulista que ela constituiu família e trilhou o caminho de seu crescimento profissional, bem como, o crescimento de seus filhos. Por gostar de conviver, de trocar idéias e compartilhar bons momentos no círculo de amizades e na família, quando fala em medo, ela resume numa palavra: "solidão". Sobre o que mudaria em São João do Sabugi, ela aponta, com inteligência, a necessidade de saneamento: "apesar de pouco freqüentar São João do Sabugi ( por falta de oportunidade ) notei a falta de saneamento".
Com uma juventude permanente, que brota de seu íntimo, Elisa Helena vive o presente intensamente, tendo Deus presente em todos os seus atos, vivenciando entre os seus a troca de bons sentimentos, principalmente o companheirismo, a atenção, o carisma que vem da terra sertaneja, das raízes fecundas do Seridó.
Elisa Helena Medeiros da Costa, está "longe de casa"; mas, muito perto pela linha do coração.
Anna Jailma - jornalista e blogueira

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Juiz brasileiro é exemplo na guerra contra o tráfico

Foto (divulgação): Juiz Odilon dorme em colchonete, protegido por agentes federais
O juiz Odilon de Oliveira, de 56 anos, é exemplo para o Brasil. O juiz vive sob a proteção de sete agentes federais devido ser jurado de morte pelo crime organizado. No período de um ano, ele condenou 114 traficantes a penas somadas em 919 anos e 6 meses de cadeia, também confiscando seus bens. Hoje, o juiz Odilon mora no Fórum de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul e todas as noites, estende o colchonete no piso da sala, puxa o edredom e dorme, sob a vigilância atenta dos agentes federais.
A vara de Ponta Porã, divisa com Paraguai, é considerada porta de entrada do tráfico de drogas no país. Em 12 meses, o juiz Odilon confiscou dos traficantes 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 03 mansões(uma delas avaliada em R$ 5,8 milhões), 03 apartamentos, 03 casas, dezenas de veículos e 03 aviões. O juiz visita a família escoltado pelos seguranças e quando precisa cortar o cabelo, usa colete à prova de bala e a constante presença dos agentes. Ele poderia optar em ser transferido e sair do alvo dos traficantes que o ameaçam constantemente, mas, faz opção pelo batalha contra o tráfico, favorecendo a Justiça. São exemplos como este, que nos faz acreditar num Brasil melhor.
Mais informações sobre o trabalho do juiz Odilon de Oliveira, você pode observar no blog http://www.valderiqueiroz.zip.net/ que é rico em informação e cultura.





Anna Jailma - jornalista e blogueira

Mundo Abstrato IV - Coragem


Coragem


A coragem é a fonte de nossas melhores qualidades. Quando falta, elas definham...Sem coragem não podemos se quer ser suficientemente prudentes.
É claro que devemos ponderar, refletir, calcular, pesar prós e contras; mas, em seguida, é preciso tomar uma decisão e agir, sem dar demasiada atenção à direção do vento ou às nuvens passageiras.

(Franz Lizt)

A coragem anda junto a escolha. Sempre repito que a vida é feita de escolhas e delas dependem nosso presente e futuro. Para se fazer a escolha você passa por vários processos, inclusive, o de ouvir a opinião de pessoas que julga importantes na sua vida, mas a escolha final é sua. A partir disso, surge a necessidade de ter coragem: coragem de não abrir mão da sua escolha, mesmo que para isso você precise discordar dos pensamentos de pessoas importantes na sua vida.
Como diz a música: "Nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus 20 e poucos anos..." É a coragem que ajuda a pesar os prós e os contras e é a escolha que define o que pesou mais para você.
Muitas pessoas crescem e morrem sem ter a coragem de optar por suas escolhas e depois, ao longo da vida, apontam para outras pessoas a responsabilidade por algo que deu errado na sua própria vida. Não é por aí...Se você optou em não enfrentar a decisão de alguém, se preferiu "sucumbir" sua opinião, então, esta foi sua escolha.
Nossa vida é uma conseqüência das nossas escolhas e da coragem de lutar por cada uma delas. Se acertar ou errar, cada um arca com as conseqüências das próprias decisões. É a lei da vida.


Anna Jailma - jornalista e blogueira.

Lembrança de Outrora IV - Quixeré

Foto (Anna Jailma): Casa do Alto

Foto (Anna Jailma): Capela de S. Sebastião


Foto (arquivo de Djanira): Bangalô do Quixeré

Foto (arquivo de Djanira): Túnel Fernando de Noronha, que hoje encontra-se soterrado

Foto (Anna Jailma): Barragem do Quixeré, ponto de encontro da família nos dias de hoje

Em lembrança de outrora registro hoje o Quixeré. Na verdade este sítio é registrado com nome de Lagoa do Alto, devido uma lagoa próxima a Casa do Alto, como é chamada a casa de meus avós paternos, João Ursulino de Maria e Francisca Catarina de Assis. Meu avô, João Ursulino de Maria, era filho de Úrsula Maria da Conceição e ficou conhecido como João de Úrsula e depois João Úrsula. Ele tinha outros irmãos, todos com sobrenome Ursulino, inclusive, Manoel Ursulino, que é o pai de Sr. Pedro do Bar. Já minha avó, Francisca Catarina de Assis, é natural de Santa Luzia, PB, onde residiu até casar-se.
A Mina de Sheelita, descoberta nos anos 40, foi registrada com nome de Mina Quixeré. Segundo contam, havia caboclas ou índias, em um serrote, que possuíam um cachorro com nome de Xareu. Gritavam: “Qui Xareu...” e as pessoas ao redor deram ao serrote o nome de Serrote Quixeré. Numa referência ao serrote, a mina e também o sítio ganharam o nome de Quixeré.
Com uma família de 13 filhos, meus avós costumavam realizar forrós pé-de-serra na Casa do Alto, que fica localizada no lugar mais alto do sítio, de onde é possível avistar sítios próximos, como o Juá. Nos forrós, não havia horário para encerrar o baile. Geralmente dançavam até o amanhecer. Com muitos garimpeiros, sabugienses e pessoas da família Úrsula, a festa acontecia com muita dança. Muitos namoros iniciaram e/ou terminaram diante da Casa do Alto, no balanço do forró pé-de-serra.
Em frente a Casa do Alto, está a Capela de S. Sebastião, onde houve casamentos religiosos da família em outrora. Hoje, no dia de S. Sebastião, os familiares levam o santo até uma residência da família e depois, em procissão, “sobem o alto”, até a Capela; onde é rezado um terço e há reflexão do evangelho. Em 2007, a reflexão foi feita pelo meu tio Aderaldo, residente no Pará, que estava aqui na ocasião.
O bangalô, como é conhecido a casa que foi de meu pai, João Ursulino de Assis, foi construída por Oscar Piquet, para ser sua residência na época da Mina. Foi neste bangalô que passei todas as férias da infância, brincando de boneca no alpendre e ouvindo histórias contadas pelo meu pai. Também costumava ouvir músicas, embalada pelo balanço da rede. Bons tempos aqueles...
A barragem é hoje ponto de encontro da família. É lá, embaixo da oiticica, que os familiares se reúnem, cozinham uma bela panela de peixe ou feijoada e fazem a festa; inclusive, no último domingo foi assim.
Na casa de tia Francisca, a filha mais velha de todos os irmãos, que hoje conta com 87 anos, permanece havendo os tradicionais forrós, em aniversários ou feriados que reúnem familiares. Residem no Quixeré, ainda hoje: Francisquinha e 05 filhos, sendo um deles com esposa e filhos; Manoel Úrsula e esposa; João Bosco, esposa e três filhos; Chagas Úrsula, esposa e três filhos, sendo dois deles de família constituída; Arivaldo (filho de José Úrsula), esposa e uma das filhas; Dalvaci (filha de Mariêta) e esposo.
Assim, de uma forma ou outra, com mudanças, tempestades e bonanças, o Quixeré persiste fazendo nossa história, a história dos negros da família Úrsula.


Anna Jailma - jornalista e blogueira, do Quixeré.

domingo, 11 de novembro de 2007

Mons. João Agripino Dantas completa 83 anos de idade

Foto (Anchieta França): Mons. João Agripino Dantas, 83 anos de idade, celebrados hoje na Igreja Matriz


Foto (Anchieta França): Mons. João Agripino e o adm. paroquial, Pe. Janilson Alves


Foto (Anchieta França): Mons. João Agripino e parte dos ministros da Eucaristia

Foto (arquivo de Ermita Lucena): Mons. João Agripino, em janeiro de 1968, no Monte de S. Sebastião, de S. João do Sabugi, em celebração. De joelhos, com seta indicativa, está meu avô José Romão; que na época, já era sacristão.

Na manhã de hoje houve celebração de Missa em Ação de Graças, pelo aniversário de Monsenhor João Agripino Dantas; ocorrido em 09 de novembro, na última sexta-feira.
A Igreja Matriz de São João Batista esteve repleta de fiéis que, em oração, agradeceram à Deus pelos 83 anos de Mons. João Agripino e pela sua presença na Paróquia de São João Batista. Na homilia, o administrador paroquial, Pe. Janilson Alves de Oliveira enfatizou seu exemplo de vocação sacerdotal.
Monsenhor João Agripino Dantas, nosso pároco emérito, destacou que "quem não serve para servir, não serve para viver" e agradeceu a todas as comunidades, de todas as paróquias, nas quais ele já trabalhou; em especial, as cidades de Serra Negra do Norte, São João do Sabugi e Ipueira, onde dedicou-se como pároco por maior período.

Anna Jailma - jornalista

Sabugienses prestigiam aniversário de Mons. Ernesto


Na noite de quarta-feira, dia 07 de novembro, Mons. João Agripino Dantas, Pe. Janilson Alves e pessoas da comunidade de São João do Sabugi, foram à Jardim do Seridó; onde participaram de Missa em Ação de Graças, pelos 83 anos de vida, de Monsenhor Ernesto Espínola. Na ocasião, Mons. João Agripino Dantas e Ermita Lucena, que integrou a Cruzada Eucarística fundada pelo Mons. Ernesto, prestaram-lhe homenagem.
Mons. Ernesto foi pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Ó, em Serra Negra do Norte, de abril de 1957 a fevereiro de 1958, atendendo também as cidades de São João do Sabugi e Ipueira, que na época, integravam a Paróquia de Nossa Senhora do Ó. Em São João do Sabugi, ele permanecia três dias durante a semana, celebrando missas e dando assistência a comunidade; principalmente, as associações religiosas como Apostolado da Oração, Juventude Agrária Católica – JAC, e Pio União das Filhas de Maria. Através dele, foi fundada a Cruzada Eucarística naquela cidade, com aproximadamente 35 crianças, com idade de 08 a 14 anos, que ouviam a Palavra de Deus, com sua orientação, trilhando o caminho da fé cristã.
Entre as características mais presentes na sua personalidade, é lembrado a firmeza da fé e das decisões tomadas junto à comunidade, as homilias expressivas e fervorosas e o zê-lo pelo silêncio na Igreja, em especial, durante a leitura e reflexão do Evangelho.
Anna Jailma - jornalista

sábado, 10 de novembro de 2007

ANVISA interdita lotes de leite

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou 19 lotes de leite Calu, Centenário e Parmalat, que foram apreendidos pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, na quinta-feira, dia 08/11, em Belo Horizonte, MG. Laudos emitidos pela Fundação Ezequiel Dias (Fundeb), diagnosticaram sódio e sacarose, substâncias proibidas pela legislação brasileira, além de outros aspectos que não correspondem aos padrões de identidade e qualidade do produto.
Cá entre nós, é mais confiável, comprar no tradicional leiteiro...
FONTE: Yahoo.com


Anna Jailma - jornalista

domingo, 4 de novembro de 2007

Artistas da Terra III - Urbano Medeiros

Foto (Paulo Misael): Urbano Medeiros, um dos melhores saxofonistas do mundo
Urbano Medeiros nasceu em São João do Sabugi, em 31 de outubro de 1956, sendo o primeiro dos 7 filhos de Dalvaci Araújo e Bill Medeiros. Aos 7 anos de idade, Urbano já tocava saxofone, tendo muito incentivo de seu pai, Bill Medeiros, também músico. Por diversas vezes, o menino Urbano, apresentou-se na Escola Estadual Senador José Bernardo, integrando os eventos da escola, onde estudava. Também integrou a Filarmônica Honório Maciel, sendo um aluno que causava admiração ao maestro Manoel Felipe, pela dedicação ao estudo da música e principalmente, pela sua aptidão.
Nas suas lembranças da infância, Urbano costuma relatar dois fatos que contribuíram para sua vocação e dedicação a música: uma apresentação de Sivuca, na Praça Antônio Quintino de Araújo, em São João do Sabugi, e o som que ele ouvia do bombardino do maestro Manoel Felipe Nery.
Após integrar a Filarmônica Honório Maciel, Urbano Medeiros seguiu para Caicó, onde foi membro da Filarmônica Recreio Caicoense e ainda com 17 anos foi regente da Filarmônica do Centro Educacional José Augusto – CEJA. Nesta época, ele recebeu homenagem do Ministério de Educação e Cultura – MEC, por ser o maestro mais jovem do Brasil. Com 18 anos Urbano era o primeiro saxofonista do Batalhão de Engenharia e Construção – BEC, em Caicó e depois, em São Gabriel da Cachoeira, em Amazonas. Também já trabalhou como radialista, educador da arte e comunicador.
Atualmente, Urbano Medeiros, com 51 anos, reside em Pará de Minas, MG, próximo a Belo Horizonte. É casado com Regina e tem três filhos: Maria Elizabeth, Paulo Misael e Júlio. Com 22 CDs lançados, ele já percorreu 5 mil cidades pelo Brasil e pelo mundo, levando a música a todos os recantos, como fonte de vida e paz de espírito a humanidade; em especial, aos depressivos, doentes e dependentes químicos. Entre os países percorridos por Urbano Medeiros estão Argentina, Itália, França, Portugal, Lituânia, Ucrânia, Iraque, Afeganistão, Rússia, Egito, Israel, Líbano e Síria. Nas suas viagens pelo Seridó, pelo Brasil e pelo mundo, Urbano sempre destaca a influência dos marranos (povo judeu com descendentes no Seridó), negros e índios na música; bem como, a importância de valorizar o trabalho do músico, como profissional.
Recentemente, Urbano lançou o CD Choros & Valsas, resgatando as músicas de outrora, que marcaram época na terra sabugiense e Seridó.
Para informações sobre Urbano Medeiros acesse http://www.google.com.br/ e em pesquisar coloque Urbano Medeiros. Para ouvir músicas e palestras de Urbano Medeiros, acesse http://www.youtube.com.br/ e em search coloque Urbano Medeiros; vários vídeos irão surgir para você.

Anna Jailma – jornalista e blogueira

Pensamento Jovem III - Abismo

1,2,3, meia e...jáááááááá


Alguma vez você já sentiu-se diante de um abismo? Mas não estou falando desses abismos fáceis de rejeitar...Estou falando daqueles abismos dignos de contemplação. Imagine, um grande abismo e lá no seu fim é o paraíso. É disso que estou falando: um abismo com gosto de terra firme, uma decisão difícil, que é necessária para que algo importante seja alcançado. Para chegar a bonança, você terá que ultrapassar a tempestade... Para alcançar a paz, você atravessa a tormenta e para chegar ao paraíso, você vai precisar atravessar o temor da queda do abismo.
É muito complexo quando visualizamos o paraíso mas sentimos o abismo mais próximo. A gente calcula que descendo por tal lugar dá pra chegar lá com segurança mas o medo, este sentimento mórbido e cruel, nos corrói e muitas vezes nos impede de correr riscos... Correr riscos de alcançar a felicidade plena! É preciso saber fazer escolhas, ter coragem de fazer escolhas, encarar dificuldades em prol da felicidade, dizer "não", dizer "sim", nos seus devidos momentos...fazer valer a sua escolha, na sua vida.
Certa vez, eu li que um homem estava escalando montanhas no gelo e caiu num abismo. Na queda conseguiu segurar-se num galho e com olhos fechados pediu a Deus que o salvasse. Deus respondeu: " Solte o galho e será salvo! " O homem não abria os olhos e não tinha coragem de soltar o galho. Ele priorizava a sensação de queda, que naquele momento, era maior do que a própria fé. No outro dia bem cedo, encontraram aquele homem morto, congelado e ninguém entendeu porque ele estava pendurado num galho; já que estava à poucos centímetros da terra firme. Bastava ter saltado o galho e estaria salvo. Que Deus nos dê coragem de soltar o galho!



Anna Jailma - jornalista e blogueira

Resultado da Eleição das 7 Maravilhas do RN

Foto (Anchieta França): Nossa Serra do Mulungu, única no coração dos sabugienses

Foto (divulgação): Serra da Barriguda, em Alexandria



Foto (divulgação): Morro do Careca, em Natal


Foto(divulgação): Açude das Gargalheiras, em Acari


Foto (divulgação): Forte dos Reis Magos, em Natal


Foto (divulgação): Estádio Maria Lamas Farache (Frasqueirão), em Natal


Foto (divulgação): Santuário do Lima, em Patu


Foto (divulgação): Os Apertados, em Currais Novos


Nossa Serra do Mulungu não foi eleita entre as 7 maravilhas do RN, mas, continua sendo nossa majestosa Serra do Mulungu, sempre maravilha para os sabugienses. Além disso, não podemos esquecer que ela já é a Maravilha nº 1 do Seridó.
Hoje pela manhã, assim como outros sabugienses, acordei mais cedo, pensando em ter nossa Serra do Mulungu entre as 7 maravilhas do Estado; porém, para minha surpresa, não conseguimos a almejada classificação. Recebi o telefonema atencioso de Edgar Januário, hoje pela manhã, comentando que em São Paulo, terra da garoa, também acordaram mais cedo; ansiosos pela eleição das 7 maravilhas do RN. O mais importante desta mobilização foi vivenciar a união dos sabugienses em todo o país, um verdadeiro intercâmbio entre os filhos da terra, amantes da Serra do Mulungu.
O resultado das 7 maravilhas do RN foi divulgado hoje pelo Diário de Natal. As vencedoras foram:
Serra da Barriguda, em Alexandria, com 16.224 votos
Morro do Careca, em Natal, 13.409 votos
Açude Gargalheiras, em Acari, com 10.674 votos
Fortaleza dos Reis Magos, em Natal, com 10.272 votos
Estádio Maria Lamas Farache (Frasqueirão), em Natal, com 8.404 votos
Santuário do Lima, em Patu, com 7.735
Os Apertados, em Currais Novos, com 7.252 votos.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

sábado, 3 de novembro de 2007

Sabugienses se reencontram em São João

Foto (arquivo de Olívio Leal): nossa majestosa Serra do Mulungu

Foto (arquivo de Olívio Leal): caminho do paraíso...

Foto (Giordano Lucena): Praça Antônio Quintino de Araújo

O Dia de Finados, trouxe para São João muitos filhos da terra que residem em outras cidades; principalmente, os residentes em Natal, capital do Estado: Nino Morais (de Manoel Grande), com D. Thadéa Quintanilha, Eunice, Pirini Rudá, Sheila e Taís; Maévia Lucena; Biloca (de Peinha), com Janete e Valério; Julinha Fonseca (de Peinha), com Tuta; Rodrigo Fonseca (de Mariana); Neves Medeiros (de Chiquinha de Néco); Mafra Morais (de Celeste); Braz Fernandes (de Zélia de “Nêgo”), com Gil e João Neto; Mainah Medeiros e sua mãe Tidinha; Dudu Alencar, com Eldete Pereira e filhos; Bastinho Santos (de Zé Romão); Amaury Noberto; Marcelo Paiva; Marcelo Galvão, Graça e filhos; Joaquim Úrsula Júnior e sua namorada Camila; Zé Marconi (de Eliene Medeiros), Adriana e filhos; Valdete Fernandes e família; Laíse Fernandes e esposo; Edilvan Medeiros (de Rosina) e família. De João Pessoa, PB, está presente Soledade Fernandes e família; Diva Brito (de Deodoro) e esposo; de Campina Grande, PB, os universitários, Tácito Zaildo, Fabiana Paiva com namorado, e Lázaro Brito; de Recife, PE, Zuli Brito ( de Zoé), com Fátima e filhos; de Carapicuíba, SP, Corrinha Úrsula (de Rita Úrsula); de Mossoró, RN, a universitária Virgínia Brito; Carla Brito e família; Francismar Medeiros e família; e familiares de Sr. Severino Emídio. De Areia Branca, RN, a universitária Ana Cláudia Queiróz. Os sabugienses vindos de Caicó são muitos e também integram-se com os demais.
Nestes três dias, 02, 03 e 04 de novembro, a cidade tem um clima de reencontro entre os sabugienses. Hoje, a quermesse da Festa do Coração de Jesus, com muita comida típica da região, promete agradar todos os filhos da terra; além de proporcionar aquela confraternização própria do sabugiense: abraços, “tapinhas nas costas”, conversas e risadas em grupos. Sejam todos muito bem-vindos!



Anna Jailma – jornalista e blogueira

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dia de Finados


"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores.

Se não houver flores, valeu a sombra das folhas.

E se não houver folhas, valeu a intenção das sementes."

(Henfil)



Considero o Dia de Finados, um dia de elevar nosso pensamento aos nossos falecidos; dedicando-lhes um momento de oração, de lembrança, um dia especial. Vou ao cemitério como se estivesse indo a um templo. Creio que o espírito daqueles que se foram não estão lá, no cemitério; pois, estão com Deus e em Deus, celebrando na “Casa do Pai”; mas, é no cemitério que neste dia prestamos uma homenagem especial aos nossos entes, eternamente queridos.
Deixo aqui uma poesia de meu amigo Gladson Eduardo Alves de Morais, jornalista e poeta. A poesia não tem título. Gladson a fez no ano de 1996, ou 1997, por ocasião da “viagem” de um primo meu, Michael Pereira, de Ouro Branco. A dedico agora, aos meus avós, ao meu pai, aos meus tios e tias que já partiram, aos amigos que se foram; enfim, aos que já estiveram em nosso convívio e hoje estão mais próximos de Deus.

Não está em lugar algum
Não adianta procurar
Quando as flores murcham
Quando os perfumes não mais existem
Não adianta procurar
Tudo já se foi
A canção não soa mais
O sol partiu sem avisar
E agora só resta o silêncio
Mas veja como é belo o silêncio
Veja como tudo e nada caminham juntos
Por isso hoje a tempestade cantou
E amanhã quem sabe, quem irá cantar...
Mas estamos aqui...
Com as vozes secas e um brilho opaco no olhar
E na verdade, tudo é belo assim mesmo.

História do Dia de Finados

(Baseado no texto História do Dia de Finados, de Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação na Arquidiocese de São Paulo, divulgado no site www.velhosamigos.com.br no link de Datas Especiais)

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos: costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que a comunidade dedique um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". Então, o Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça, os santos; e o Dia de Finados celebra todos os que morreram, de uma forma geral.
Anna Jailma - jornalista e blogueira