sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dia de Finados


"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores.

Se não houver flores, valeu a sombra das folhas.

E se não houver folhas, valeu a intenção das sementes."

(Henfil)



Considero o Dia de Finados, um dia de elevar nosso pensamento aos nossos falecidos; dedicando-lhes um momento de oração, de lembrança, um dia especial. Vou ao cemitério como se estivesse indo a um templo. Creio que o espírito daqueles que se foram não estão lá, no cemitério; pois, estão com Deus e em Deus, celebrando na “Casa do Pai”; mas, é no cemitério que neste dia prestamos uma homenagem especial aos nossos entes, eternamente queridos.
Deixo aqui uma poesia de meu amigo Gladson Eduardo Alves de Morais, jornalista e poeta. A poesia não tem título. Gladson a fez no ano de 1996, ou 1997, por ocasião da “viagem” de um primo meu, Michael Pereira, de Ouro Branco. A dedico agora, aos meus avós, ao meu pai, aos meus tios e tias que já partiram, aos amigos que se foram; enfim, aos que já estiveram em nosso convívio e hoje estão mais próximos de Deus.

Não está em lugar algum
Não adianta procurar
Quando as flores murcham
Quando os perfumes não mais existem
Não adianta procurar
Tudo já se foi
A canção não soa mais
O sol partiu sem avisar
E agora só resta o silêncio
Mas veja como é belo o silêncio
Veja como tudo e nada caminham juntos
Por isso hoje a tempestade cantou
E amanhã quem sabe, quem irá cantar...
Mas estamos aqui...
Com as vozes secas e um brilho opaco no olhar
E na verdade, tudo é belo assim mesmo.

História do Dia de Finados

(Baseado no texto História do Dia de Finados, de Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação na Arquidiocese de São Paulo, divulgado no site www.velhosamigos.com.br no link de Datas Especiais)

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos: costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que a comunidade dedique um dia por ano aos mortos. Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos". Então, o Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça, os santos; e o Dia de Finados celebra todos os que morreram, de uma forma geral.
Anna Jailma - jornalista e blogueira

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