domingo, 25 de novembro de 2007

Jipeiros integram-se na luta pelo meio ambiente

Foto (Anchieta França): Água nossa de cada dia...
No primeiro semestre deste ano a Trilhamiga lançou projeto, levando jipeiros natalenses para conhecer “in loco” as nascentes dos rios que banham o território do Rio Grande do Norte. Agora em novembro, o engenheiro agrônomo José Procópio de Lucena, integrou-se neste projeto; em função das expedições que pretendem inspecionar as fontes primárias do Assu e do Seridó, ambas situadas no vizinho Estado da Paraíba.
Os jipeiros natalenses pretendem fazer uma expedição nas nascentes dos rios Piranhas e Seridó, para verificar as condições ambientais. O projeto tem apoio do Instituto de Gestão de Águas do Rio Grande do Norte (IGARN) e já levou os integrantes para as nascentes do Pitimbu e Pontegi, provocando mobilização junto aos órgãos públicos para combate das agressões ambientais nestas nascentes. Para o próximo mês, o grupo programou visita ao Maxaranguape, em 09 de dezembro, contando com presença do IGARN E IDEMA, além de outras entidades que trabalham em prol do meio ambiente.
José Procópio há anos que vem integrado na luta pelo meio ambiente na região Seridó. “Esta grave questão já produziu muitas discussões e quase nenhuma solução concreta. Há evidente conivência dos órgãos ambientais, ministério público, gestores públicos, instituições diversas, empresários, sociedade e indivíduos a favor deste modelo preverso. Total desrespeito a constituição e a lei de crimes ambientais ou Lei da Natureza-Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998”, diz o engenheiro José Procópio.
Em e-mail enviado aos ecologistas do Seridó, José Procópio, comenta a importância da participação coletiva em prol do meio ambiente. “A Lei Ambiental brasileira é boa, mas, para funcionar, todos devem participar da sua implementação, seja através de denúncias ao IBAMA, ao órgão ambiental do Estado, ao Ministério Público, através do exercício diário dos direitos de cidadão. A Constituição garante que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é bem de uso comum do povo e que incumbe ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”, destaca.
Sobre a região Seridó, ele comenta o conceito do Plano de Desenvolvimento Sustentável e levanta indagações. “Temos o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Seridó, que é o processo de mudança social e elevação das oportunidades sociais, compatibilizando, no tempo e no espaço, eficiência e crescimento econômicos, equidade social e conservação ambiental. Dar pra acreditar neste conceito? Afinal, pra serve o Plano?” questiona Procópio.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

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