terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Netos do Sabugi V - Dodora Medeiros




















Dodora Medeiros é artista plástica, nascida em Caicó, filha dos sabugienses Bill Salvino Medeiros e Dalvaci Araújo. Pode-se dizer que Dodora “pinta o sete” e faz arte na vida. Na direção da Casa de Cultura, em Caicó, ela desenvolve um brilhante e reconhecido trabalho; onde a cultura do Seridó e a arte do povo da terra é valorizada, resgatada e transmitida para as novas gerações; inclusive revelando novos talentos em diversos segmentos.
Criativa e com a imaginação à mil, Dodora gosta de cores vivas, alegres, que transmitem vivacidade para qualquer ambiente. Percebe-se nas suas obras, a influência do renomado artista brasileiro Romero Brito, que reside em Miami, EUA, depois de ter suas obras entre as preferidas das celebridades. Assim como Romero, Dodora Medeiros faz uma rica mistura de colorido, alegria, imaginação e criatividade na sua arte, apresentando linhas, pontos, divisões e contornos fortes.
Recentemente, Dodora Medeiros expôs na Mostra Cultural de Caicó, ocorrida no Complexo Turístico da Ilha de Sant’Ana, em dezembro de 2007. Entre as obras estava um bumba-meu-boi colorido e enfeitado com fitas de cetim, um xique-xique nordestino, uma caricatura de Pixinguinha, que ela tem como uma de suas preferidas e não tem para venda e muitas outras. O colorido que envolve os pincéis de Dodora, contagia até os fãs de tons pastéis. É um estrondo de cores e arte. Além da arte em telas, ela já leva sua arte para objetos em barro e fica uma mistura que é beleza pura. Confira e mergulhe nesta explosão de cores...

Perfil Sabugiense V - Maria de Fátima Mariz


Maria de Fátima Mariz, conhecida como Fafá, é enfermeira, vereadora, dona-de-casa e estudante do curso de Serviço Social. Exemplo de mulher ativa, inteligente e guerreira, Fafá tem a família como a base de tudo e a sinceridade como sua maior característica.
Entre as lembranças de infância, ela relata que a mais forte foi a morte de sua mãe e os especiais de sua vida são exatamente os que formam sua família e seu grupo de amigos.
Em São João do Sabugi, ela está no seu segundo mandato como vereadora, mas também tem expediente no Hospital Regional em Caicó, como enfermeira. Neste Perfil Sabugiense temos oportunidade de conhecer um pouco mais de Fafá Mariz.

Nome: Maria de Fátima Mariz de Souza Medeiros
Estado Civil: casada
Filhos: Tenho duas filhas: Mirley Carla 20 anos e Maria das Graças, de 18 anos
Mora em: São João do Sabugi RN
Signo: Virgem
Cor: Branco
A Família na sua vida: É a base de tudo
Sua característica principal: Sinceridade
Uma lembrança de infância: Perda de minha mãe, um vazio nunca preenchido
Amigo de todas às horas: O silêncio
Sonho realizado: Ter uma profissão e trabalhar com o que gosto
Pessoas especiais: Meus familiares, amigos e amigas;
Pessoas que admira: Muitas, entre elas a jornalista Anna Jailma
Uma experiência que marcou: A minha candidatura com duas vitórias, como vereadora em São João do Sabugi
Um medo: Falsidade;
Planos para o futuro: Concluir minha faculdade e atuar como Assistente Social
Deus na sua vida: O criador de tudo;
Um livro que leria novamente: Quixeré, da escritora sabugiense Djanira Araújo.
Um CD que gosta de ouvir: MPB
Onde São João do Sabugi deve melhorar: Na geração de empregos e na segurança, precisa de um combate urgente em relação às drogas.



Anna Jailma - jornalista e blogueira

Carnaval em São João tem muita festa!

Na próxima quinta-feira, dia 31, o grupo de terceira idade de São João do Sabugi, intitulado de "Recordação do Passado", irá receber grupos de idosos visitantes, na Praça Antônio Quintino de Araújo, seguindo até o Clube Municipal com a Orquestra de Frevo. Chegando no clube, havera escolha da Rainha e Rei Momo do grupo de idosos de São João. Depois da escolha, o forró pé-de-serra irá fazer a festa.
Na noite de 1º de fevereiro, acontece baile carnavalesco no Clube Municipal, com título de "Como nos carnavais de antigamente", iniciando as 22h, com animação da Banda Tri Metal. Em 02 de fevereiro, às 20h, os blocos passam em desfile, no passo do frevo, pela Av. Honório Maciel, até a Praça; onde o Rei Momo recebe as "chaves da cidade". Em seguida, o carnaval de rua tem início com Orquestra de Frevo, Banda Quarteto D'graus e Banda Tri metal.
No amanhecer do domingo, dia 03 de fevereiro, o tradicional Bloco do Zé Pereira, acorda os sabugienses com muitos papangús e batucada; seguindo até a Praça onde finalmente descobrimos quem é o Zé Pereira de 2008. A noite, a partir das 21h, novamente acontece carnaval de rua com Orquestra de Frevo, Banda Quarteto D'graus e Banda Tri metal.
Na segunda-feira já é tradição, a vinda de vários blocos de cidades vizinhas para São João do Sabugi. É na segunda de carnaval, durante o dia, que a Praça de São João fica lotada, com muitos foliões. Neste ano, a grande festa da segunda-feira inicia ao meio-dia, com Marquinhos Carrera e Banda Saculejo, Patricinhos Elétricos e Quarteto D'graus.
O encerramento da festa momesca sabugiense, em 05 de fevereiro, tem animação da banda Quarteto D'graus e Banda Tri metal, iniciando as 21h e permanecendo até o amanhecer da "quarta-feira ingrata".
Anna Jailma - jornalista e blogueira

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Longe de Casa V - Olívio Araújo de Morais

Fotografias: arquivo pessoal de Olívio

Olívio Araújo de Morais, "Olívio de Livinha", é filho de Livinha Leal e Maria da Guia, residente em Hortolândia, SP, onde trabalha como supervisor de produção e construiu família, com esposa e dois filhos. Tratando-se de Deus, ele sintetiza "Deus é tudo" e quando o assunto é um lugar especial no mundo, ele responde com segurança:"São João do Sabugi".
Relembrando o cenário que forma São João do Sabugi nos momentos de recordação, Olívio cita a Praça; a ponte, onde passeava a tardinha; o São João em São João, que ele considera o melhor evento da cidade; os banhos de rio e de açude no inverno; a cajarana que cai do pé, direto no copo, no Bar da Cajarana, à beira do rio...
A última vez que Olívio esteve em São João foi em dezembro de 2004, quando viu pela última vez, seu avô "José Tenente". Desde esta época, as notícias da terra são adquiridas através de amigos, via blogs da cidade ou pelo orkut, onde ele participa de comunidades da cidade. Nas lembranças mais fortes estão as amizades, a família, a infância de outrora com brinquedos criativos e simples.
Quando trata-se de São João, o sabugiense que ele mais admira é o saudoso maestro Manoel Felipe Nery; o livro que ele leria novamente é "Quixeré", de Djanira Araújo; a música preferida é Hotel Califórnia ( música das muitas festas dos anos 80) e entre suas paisagens preferidas estão os açudes transbordando no inverno; o casarão do músico clarinetista José Honório; o solo árido do sertão; a Igreja Matriz de São João Batista; a Serra do Mulungu; o Rio Sabugi; a ponte que é lugar de passeio no fim de tarde; o entardecer no sertão...Sem dúvida, Olívio saiu de São João mas São João não saiu dele...
Anna Jailma - jornalista e blogueira

Longe de Casa V - Olívio de Araújo Morais

Olívio de Araújo Morais, filho de Livinha Leal e Maria da Guia, é sabugiense e mora em Hortolândia, no Estado de São Paulo. Em Hortolândia, Olívio trabalha como supervisor de produção e tem na família um dos ingredientes mais importantes na sua receita para a felicidade. Pai de dois filhos, quando define Deus na sua vida, ele é objetivo: “Deus é tudo”.
Nas fotografias de Olívio prevalecem as imagens da terra sabugiense: Serra do Mulungu, Igreja Matriz de São João Batista, Praça, Bar da Cajarana, Rio Sabugi, o solo sertanejo, o entardecer no sertão e tantas outras paisagens que circundam São João do Sabugi.
A última vez que ele esteve por aqui foi em dezembro de 2004 e além de São João, ele também aproveitou outras paisagens potiguares como a Praia de Genipabu, em Natal. Tratando-se de música, é ao som de Hotel Califórnia ( música que marcou festas dos anos 80 em São João...eu lembro!) que Olívio relembra bons momentos da terra da Serra do Mulungu, como as festas na Praça, os passeios na ponte à tardinha, o almoço de arroz-de-leite com feijão verde, o barzinho onde a cajarana cai do pé direto no copo...

São João do Sabugi é o lugar mais especial na história de vida de “Olívio de Livinha”; a Praça Antônio Quintino de Araújo é o cenário que traduz suas lembranças mais fortes da terra sabugiense; o saudoso maestro Manoel Felipe Nery é o sabugiense que ele mais admira; o melhor evento da cidade é para ele o “São João em São João” e o livro que leria novamente é Quixeré, de autoria da pedagoga Djanira Araújo. Sem dúvida, Olívio saiu de São João mas São João não saiu dele...

Visitante assíduo dos blogs e comunidades do Orkut relacionados a São João do Sabugi, Olívio ainda busca notícias daqui com gente da terra da gente: Jurlane Lins, Cida Galvão, Marcílio Nogueira e eu! Para Olívio, a mais quente das notícias: “nosso carnaval será um estrondo de festaaaaaaaaaaaaa!!!”



Anna Jailma - jornalista e blogueira

Mundo Abstrato V - O contrário do amor




O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo.
O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.


O contrário do amor é de autoria da escritora e jornalista Martha Medeiros, colunista do jornal Zero Hora de Porto Alegre, RS e do jornal O Globo, no RJ.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

São João escolhe Rainha do Carnaval, Rei Momo, Melhor Papangu e Quenga 2008

Foto João Quintino Medeiros Filho: Severina Xique-Xique (Quenga 2008), Érica Nóbrega (Rainha do Carnaval 2008), Radilson Lucena (Rei Momo 2008) e Tardelli ( Melhor Papangú 2008)

Foto (Anna Jailma): Egnaldo Medeiros participou do evento como cacique


Foto (Anna Jailma): nossa arte, nossa cultura

Foto (Anna Jailma): o palco destaca nossos papangús






Foto (Anna Jailma): os responsáveis pela organização e apresentação do evento, João Quintino, Desterro Costa (Morena de Zélia Fernandes) e Glauber Azevedo. Gente iluminada!


São João do Sabugi tem no carnaval, o segundo maior evento do ano, visto que, o primeiro é a festa do padroeiro em junho. No carnaval, os sabugienses preservam o frevo, a tradição do Zé Pereira, dos papangús, do Rei Momo e da Rainha do Carnaval. Abram alas, nosso carnaval vai começar...se é que já não podemos dizer que começou! Há alguns dias que nossas crianças anunciam o carnaval, vestidas de papangús e usando chocalhos pelas ruas. No sábado, 26 de janeiro, o Clube Municipal ganhou máscaras e muito colorido no palco, nos jurados e organizadores do evento para escolha de Rainha do Carnaval, Rei Momo, Quenga e Papangú deste ano. A organização impecável teve o comando de João Quintino, Glauber Azevedo e Blocoió, um dos nossos blocos carnavalescos da cidade. A avaliação para escolha dos eleitos da noite, foi realizada por Egnaldo Medeiros, turismólogo e Rei Momo de 2007, que usou acessórios de cacique homenageando os índios; Lúcia Nery, professora, cabeleireira e Rainha do Carnaval em 1982; Franciston Oliveira, radialista de Caicó; Liz Fernandes, sabugiense eleita Miss Seridó em 2006; Luciano Morais, que coordena o tradicional bloco do Zé Pereira; Márcia Batista, que foi Rainha do Carnaval em 2002 e Scarlett O'Hara, Quenga 2005 e Miss Gay 2007.
Nossa Rainha do Carnaval é Érica Larissa Morais da Nóbrega, filha de Manoel de Itamar, e representou o Blocoió. Em segundo lugar, Maria Aparecida de Medeiros, do bloco Virou Mania e em terceiro lugar, Mariana Oliveira da Silva. O Rei Momo da nossa cidade é Radilson Lucena, filho de Ana de Libânio, também do Blocoió; o Melhor Papangu 2008 é Tardelli Araújo, do Bad Boys e Danilo Araújo, apresentando-se como Severina Xiquexique, tem o título de Quenga 2008, representando o Bloco do Lixo.
No próximo sábado, dia 02 de fevereiro, a corte do nosso carnaval, com Bonecos do Frevo e todos os blocos carnavalescos da cidade (garanto que são muitos!), passam pela Av. Honório Maciel, no frevo comandado pela Orquestra de Frevo e o carnaval sabugiense será iniciado oficialmente, havendo entrega da "chave da cidade" ao Rei Momo.




Anna Jailma - jornalista e blogueira

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Os encantos do nosso sertão!




















Quando morei em Campinas, SP, diversas vezes vi os olhos curiosos de meus colegas de trabalho, quando eu falava sobre tomar banho de chuva, passear de carroça pelo sítio...E quando eu falava em cerca de pedra, passa-disso ou mata-burro?! Era um dia inteiro de explicações, porque ninguém tinha visto e nem tinha idéia do que se tratava...E eu me estendia pelas histórias com nossos personagens, explicando que por aqui vemos homens de 80 anos que lembram a célebre frase de Euclides da Cunha: "o sertanejo é antes de tudo, um forte..." Homens que trabalham diariamente e incansavelmente no campo, que vivem pelo prazer de aguardar o inverno, de fazer "experiências" para descobrir se o inverno vem, homens que acordam na madrugada e seguem na luta do campo, que descobrem no dia-a-dia mil maneiras de fazer o gado se alimentar e sobreviver; mesmo quando a chuva demora a chegar...Mulheres que cozinham no fogão à lenha, mesmo quando já tem o fogão à gás, porque defendem que no fogão à lenha a comida é mais gostosa; mulheres que têm muitos filhos e ficam alegres em contemplar a mesa cheia de filhos, sentados num largo banco de madeira...
No domingo passado, 20 de janeiro, fui ao sítio do Sr. Doca Cipriano e D. Joaninha Januário: um alpendre, um fogão à lenha, o cafezinho da tarde, as azeitonas, mangas e batata-doce (arrancadas do pé), o peixe fresco pescado na barragem, trazido para casa na "imbiricica" (você conhece?), os "causos" contados no banco de madeira, a gruta de Maria Lúcia que viveu ali nos anos 20 ou 30...O olhar satisfeito de Sr. Doca e D. Joaninha em receber amigos na sua casa e em presenciar seus filhos cuidando da luta com o gado e ovelhas...Aquele som de chocalhos, o espetáculo do sol indo embora, escondendo-se no Serrote da Cachoeirinha...Este é o nosso sertão.
Certa vez, li um texto de uma acreana chamada Thaís Cazuza, que dizia "eu saí do mato, mas, o mato não saiu de mim". Eu digo que qualquer um de nós, nascidos no sertão, podemos ganhar o mundo por aí, mas este sertão, este mundo que é tão nosso, não saí da gente; porque não está somente na lembrança, nos livros ou nas fotografias. Este sertão é tão nosso, que está fincado na alma e na história de cada um.


Um abraço sertanejo!

Fotografias: Anna Jailma
Anna Jailma - jornalista e blogueira

Lembrança de Outrora V – Meus carnavais

Foto (arquivo pessoal) - Pingo D'Agua, início dos anos 80: da esquerda pra direita, no alto: Denise Úrsula, Ninho (de Odilon), Andréa Úrsula (por trás de Radir), Radir Chá, Carla Brito, Rilma, Braz Brito, Dadu Brito e Rômulo Lucena (de Tânia). Na frente, da esquerda pra direita: Radilma Chá, Cleber Araújo (de D. Nailde), Thaís Úrsula, Lidiane Brito, Úrsula Catherine ( por trás de Lidiane), Nininha (de Nabor), Anna Jailma (eu), Pirini Rudá e Rivelino Cabral.
Foto (arquivo pessoal): Sassaricando em 1993 e em 1995
Foto (arquivo pessoal) - Pegando Fogo em 1992: carnaval na Churrascaria O Ladeirão.
Minha empatia com carnaval começou ainda na infância. Com cinco anos de idade eu já me divertia com fantasias, nas festas do Mercado (quem lembra?), nas chamadas “matinês”.
Como nunca tive facilidade para o forró e outras danças, o carnaval tornou-se a festa que mais me empolgava porque nele eu simplesmente pulava, arriscava uns passos incertos do frevo e estava tudo “bom e bonito”. Assim, cresci ouvindo e dançando ao som de: “Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim...”, “Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço...”, “Se você pensa que cachaça é água...”, “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é???”, “Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval...”, “Oh, quarta-feira ingrata, chegou tão depressa, só pra contrariar...”
Participei do Pingo D’Agua, fundado por Marluce Brito (esposa de Nanuca Brito), ainda no início dos anos 80; depois participei do Pegando Fogo, fundado pelas meninas da família Fernandes, no início dos anos 90. A partir de 1993, integrei o Sassaricando, organizado pelos filhos de Primo Ivo e Nino Fernandes. Bons tempos aqueles! E quando o Zé Pereira ia finalmente retirar a máscara, eu não dormia: ficava com o bloco até o amanhecer; tentando descobrir quem se escondia por trás dos papangús e quem, afinal, era o Zé Pereira... O melhor de tudo é lembrar que mesmo ainda muito jovem, com apenas 16 ou 17 anos, sempre soube aproveitar o carnaval com muita responsabilidade.
Hoje passo a maior parte do tempo fotografando e fazendo entrevistas nos carnavais, mas, não deixo de ter nesta festa, aquele sentimento de empatia, de euforia, que me faz ainda arriscar uns “incertos” passos de frevo... E viva o carnaval!


Anna Jailma - jornalista e blogueira

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Shalom promove Acampamento de Carnaval

Foto (divulgação): Shalom reunida com Dom Manoel Delson, bispo diocesano

Foto (divulgação): Shalom reunida em confraternização
No período de 01 à 05 de fevereiro, aproximadamente 150 jovens irão reunir-se na Fazenda Simpático, na entrada de São Fernando, através do grupo Amigos da Shalom, que coordenam reunião da Renovação Carismática Católica, na Igreja de São José em Caicó.
Na Fazenda Simpático irá haver Acampamento de Carnaval com o tema “Entrega teu coração para Jesus”. Entre as diversões programadas pelos Amigos da Shalom, está o karaokê; noite artística; cinema com telão, muita pipoca e refrigerantes; gincana e boate, com jogo de luzes, DJ e muita música para animar a juventude. Para apoio espiritual, irá haver Seminário de Vida no Espírito Santo e Celebração Eucarística, com Pe. João Paulo. Também haverá Curso sobre Sexualidade e Namoro, ministrado por missionária da Comunidade Católica Shalom.
Para participar do Acampamento, a inscrição pode ser feita no Salão de Beleza de Neuza, em frente ao Cemitério São Vicente de Paula, em Caicó, ou pelos telefones: ( DDD 84) 3417-2917, 9909-5577 e 8872-2917. O valor da inscrição é de R$ 20,00, com direito a alimentação e transporte para ida e volta até a Fazenda Simpático.
Os jovens saem para o Acampamento dia 1º de fevereiro, às 19h, em transporte que sai da Igreja de São José, em Caicó. A volta da Fazenda Simpático, será na terça-feira de carnaval.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

sábado, 19 de janeiro de 2008

Do Sabugi ao Youtube...ao mundo!

Foto (José Eustáquio G. Manso): Urbano Medeiros

O músico saxofonista sabugiense Urbano Medeiros, está no youtube vivenciando um lindo momento de oração e relatando momentos de sua infância na nossa São João do Sabugi. Compartilhe este momento e sinta-se numa viagem abençoada em momentos de outrora.

Clique, veja e reflita...Depois registre aqui sua opinião!


Anna Jailma - jornalista e blogueira.

Bonecos no Frevo encantam o carnaval sabugiense


Os Bonecos no Frevo, que tem os bonecos e papangús abrindo alas, integra o carnaval de São João no segundo ano consecutivo. No ano passado, o folião Berto Ramos, tradicional carnavalesco sabugiense, foi homenageado; sendo o primeiro boneco produzido por Glênio Azevedo, idealizador dos Bonecos no Frevo. Neste ano, os homenageados serão Nicinha e Primo Ivo, numa referência ao tradicional Bloco da Mala.
Glênio de "Chico de Zé de Rita", como é mais conhecido, esteve no carnaval de Caicó e encantou-se com os bonecos do Bloco do Magão. Não precisou de aulas para aprender a fazer os bonecos, bastou-lhe força de vontade. Chegou em casa, juntou arame, cola, papel e outros materiais necessários e foi montando o boneco em homenagem a Berto Ramos. A roupa foi confeccionada por sua mãe Maria do Socorro.
O Boneco sai na rua acompanhado de papangús, na maioria crianças, e faz a festa! Glênio diz que para ele a igualdade social que os Bonecos do Frevo proporciona, é o melhor do carnaval. Para seguir os Bonecos do Frevo, basta encantar-se e seguir pelas ruas no passo do frevo. Os Bonecos do Frevo não têm mensalidades nem outro tipo de gasto para os foliões. É realizado pela força de vontade de Glênio Azevedo, um folião encantado pela alegria do carnaval, que se realiza ao contemplar uma multidão, acompanhando os passos dos Bonecos no Frevo; além de homenagear foliões e pessoas eternizadas no coração do povo sabugiense, como Berto Ramos que já é figura tradicional do nosso carnaval, e os eternos: Nicinha e Primo Ivo.
Neste ano, os Bonecos no Frevo irão encantar nosso carnaval na sexta-feira a tarde e na segunda-feira de carnaval. Vamos às ruas prestigiar e segui-los, encantados pelo clima do carnaval.
Fotografia: arquivo de Glênio Azevedo


Anna Jailma - jornalista e blogueira

Sabugiense é Musa do Correio do Seridó, na edição 149, deste sábado

































Janaíne Medeiros, filha de Francisco de Assis Medeiros e Maria Aparecida, é sabugiense e estudante do Ensino Médio da Escola Estadual Senador José Bernardo. Amanhã, sábado, Janaíne estará no Jornal Correio do Seridó, Edição 149, em destaque como Musa do Correio. As fotos foram realizadas nas terras de Loyola Medeiros; tendo como cenário a Serra do Mulungu, plantações, coqueiros, carnaubeiras, limoeiros e areia do Rio Sabugi, com seus poços. Janaíne usa roupas da Cida’s Boutique, de Aparecida Wanderley Tenório (de Teresina, PI) e da Renner, de Campinas, SP. As sandálias são da Karmélia, de Miriam Alencar.
Fotografias: Anna Jailma.

Anna Jailma - jornalista e blogueira