sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Lembrança de Outrora V – Meus carnavais

Foto (arquivo pessoal) - Pingo D'Agua, início dos anos 80: da esquerda pra direita, no alto: Denise Úrsula, Ninho (de Odilon), Andréa Úrsula (por trás de Radir), Radir Chá, Carla Brito, Rilma, Braz Brito, Dadu Brito e Rômulo Lucena (de Tânia). Na frente, da esquerda pra direita: Radilma Chá, Cleber Araújo (de D. Nailde), Thaís Úrsula, Lidiane Brito, Úrsula Catherine ( por trás de Lidiane), Nininha (de Nabor), Anna Jailma (eu), Pirini Rudá e Rivelino Cabral.
Foto (arquivo pessoal): Sassaricando em 1993 e em 1995
Foto (arquivo pessoal) - Pegando Fogo em 1992: carnaval na Churrascaria O Ladeirão.
Minha empatia com carnaval começou ainda na infância. Com cinco anos de idade eu já me divertia com fantasias, nas festas do Mercado (quem lembra?), nas chamadas “matinês”.
Como nunca tive facilidade para o forró e outras danças, o carnaval tornou-se a festa que mais me empolgava porque nele eu simplesmente pulava, arriscava uns passos incertos do frevo e estava tudo “bom e bonito”. Assim, cresci ouvindo e dançando ao som de: “Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim...”, “Voltei, Recife! Foi a saudade que me trouxe pelo braço...”, “Se você pensa que cachaça é água...”, “Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é? Será que ele é???”, “Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval...”, “Oh, quarta-feira ingrata, chegou tão depressa, só pra contrariar...”
Participei do Pingo D’Agua, fundado por Marluce Brito (esposa de Nanuca Brito), ainda no início dos anos 80; depois participei do Pegando Fogo, fundado pelas meninas da família Fernandes, no início dos anos 90. A partir de 1993, integrei o Sassaricando, organizado pelos filhos de Primo Ivo e Nino Fernandes. Bons tempos aqueles! E quando o Zé Pereira ia finalmente retirar a máscara, eu não dormia: ficava com o bloco até o amanhecer; tentando descobrir quem se escondia por trás dos papangús e quem, afinal, era o Zé Pereira... O melhor de tudo é lembrar que mesmo ainda muito jovem, com apenas 16 ou 17 anos, sempre soube aproveitar o carnaval com muita responsabilidade.
Hoje passo a maior parte do tempo fotografando e fazendo entrevistas nos carnavais, mas, não deixo de ter nesta festa, aquele sentimento de empatia, de euforia, que me faz ainda arriscar uns “incertos” passos de frevo... E viva o carnaval!


Anna Jailma - jornalista e blogueira

Nenhum comentário: