sábado, 19 de abril de 2008

"Todo dia era dia do índio, mas, hoje ele só tem o dia 19 de abril..."


Foto: (Enoque) - turma do 2º ano primário de 1968, da profª Ermita Lucena, em comemoração ao Dia do Índio, na Escola Estadual Sen. José Bernardo. Da esquerda para direita estão Joanita Medeiros (de João Miguel), Fátima Cavalcante (de família do DNOCS), Lucy (de Severina Garcia), Roselane, Maria das Graças (de Manoel Caboclo), Irian Figueiredo (de Severino Leandro), João Batista Vianey (de Inácia de Aninha), Antônio Figueiredo (Toinho de Dogí) e Otenísio Júnior. Os três da frente são: Valdete Carlos, Fátima Pereira e José Geraldo.

Foto Arakén Alcântara
Foto Arakén Alcântara


Dia 19 de abril, Dia do Índio. Me vem a lembrança a notícia do índio pataxó Galdino Jesus dos Santos, de 44 anos, queimado vivo em Brasília, DF, no ano de 1997...Não foi queimado vivo por engano. Galdino foi queimado por jovens da classe média alta de Brasília, por mera brincadeira. Apesar do crime bárbaro ter abalado o Brasil e o mundo, os assassinos de Galdino encontram-se em liberdade condicional desde o final de 2004.
Conforme publicação de 17 de abril de 2007, no Portal do Trabalho da CUT (http://www.cut.org.br/), o mais jovem dos assassinos nem chegou a ser privado de sua liberdade. Os que tinham mais de 18 anos, Tomás Oliveira de Almeida, Eron Chaves Oliveira, Max Rogério Alves e Antonio Novely Cardoso mesmo condenados a regime fechado, tiveram a "regalia" de trabalhar e estudar fora do presídio. Tal direito foi concedido pela Justiça ( e ainda dizem que ela não falha...). Na mesma publicação do portal da CUT é comentado que muitas vezes eles foram vistos bebendo com amigos, nas noites brasilienses, enquanto deveriam permanecer no presídio. É revoltante, vergonhoso... Onde estão as autoridades deste país? O que andam fazendo? Por que lavam as mãos como Pilatos se juraram compromisso com o povo?
Encerrando, destaco que desde a traiçoeira madrugada de 20 de abril de 1997, até março de 2007 , um alarmante número de 257 indígenas foram assassinados em todo o Brasil, segundo levantamento do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
Tenho "empatia" com os índios, desde criança, quando nas escolas as professoras nos pintavam e nos enfeitavam com penas coloridas. Talvez devido este incentivo de amor e respeito pelos índigenas, plantado na minha vida pela escola e pela família, tenho respeito incondicional a história índigena. Me encanto com seus colares, seu cocar, suas danças, sua gastronomia, sua história, sua cultura, sua vida.
Aos índios e seus descendentes, parabéns pelo Dia do Índio e, apesar dos pêsames por tantas mortes, sejam felizes!

Anna Jailma - jornalista e blogueira

2 comentários:

Anônimo disse...

Gostei e postei esta notícia no blog do Portalseridó...
Um abraço!!

Bom fim de semana..

www.portalserido.com/blog

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

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