quarta-feira, 16 de julho de 2008

"Mês de julho já chegou e a festa começou...É a Festa de Sant'Ana!!!"

Foto - arquivo Pe. Gleiber
Oficialmente a Festa de Sant'Ana, padroeira da Diocese, inicia amanhã, dia 17, mas a emoção do povo seridoense já começou a pulsar mais forte desde o início de julho. Hoje os peregrinos de Sant'Ana chegaram a Caicó, vindos de Natal e com eles, uma bagagem de graças alcançadas, fé que transborda, emoção em cada passo, em cada recepção pelas cidades do Seridó.
Vivenciar a Festa de Sant'Ana é um mergulho na raiz mais fecunda do Seridó. Nossa história e nossas raízes estão nos rostos emocionados, nas mãos estendidas buscando a benção de Sant'Ana, no hino de Sant'Ana, no hino dos Peregrinos de Sant'Ana, no artesanato e na culinária da famosa Feirinha de Sant'Ana, nos acordes da Filarmônica Recreio Caicoense, nas graças alcançadas refletidas no branco das roupas ou nos pés descalços.
Vivenciar a Festa de Sant'Ana é compartilhar do ambiente da Casa de Cultura, ir ao Bar do Cuó e saborear a nossa gastronomia, conhecer e valorizar os artistas da terra presentes na arte em tela, nos palcos, nas praças...É caminhar pelas ruas na procissão, com terço na mão e o olhar preso em Sant'Ana que segue majestosa no andor. É sobretudo acenar para a bandeira, no último domingo de julho, com os olhos marejados de lágrimas, pedindo a Deus e a Sant'Ana, a graça de estar vivo no ano seguinte para viver todas estas emoções novamente...
Minha devoção à Sant'Ana é pública e notória, nasceu ainda na minha gestação: minha mãe estava grávida aos 40 anos, depois de sofrer dois abortos. O médico havia informado ser uma gravidez de risco e marcou cirurgia para início de agosto. Minha mãe, temendo a cirurgia, rezou pedindo por um parto normal e sem dificuldades. Em 26 de julho, Dia de Sant'Ana, nasci lá em Caicó, em plena festa, na Terra de Sant'Ana, em parto normal. Minha avó materna, Zulmira Lucena disse a minha mãe: "Ermita, esta menina tem que chamar-se Anna...".
A escrita com dois "n" foi sugestão de Pe. João Agripino Dantas, que me batizou, numa referência ao latim. No meu batizado, coincidentemente estavam presentes nos padrinhos os nomes de São Joaquim (esposo de Sant'Ana), Sant'Ana e Maria: meus padrinhos são Ana Morais e Joaquim Fernandes, sendo as outras madrinhas Maria Vânia e Maria Vanúzia. Acredito que tudo seja providência divina.
"Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim pertencia à família real de Davi. Seu marido, São Joaquim, homem pio fora censurado pelo sacerdote Rúben por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, algum tempo depois Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser Maria, a Mãe de Deus. Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Bestesda, onde hoje se ergue a Basílica de Sant'Ana. (Fonte:Wilkipédia) "

À todos os netos de Sant'Ana, uma feliz festa!!!
Anna Jailma - jornalista, blogueira, neta muito amada de Sant'Ana

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