domingo, 6 de julho de 2008

Mundo Abstrato VII - Ambigüidade



Ísis Gorgônio
Recebi hoje a poesia de Ísis Gorgônio, filha de Fabíola de Araújo Gorgônio e Francisco Ivon Bastos. Já falei sobre Ísis, em outro tópico sobre dança, mas, reafirmo: ela nasceu para a arte. É adolescente e desde criança faz da vida um palco. Cresceu integrando grupos de danças e tem aptidão para a dança, o teatro, a poesia.


Ambigüidade
Ísis Gorgônio

Comparação que minha mente fez
Confusão que meu coração faz
Olhando o teu brilho ofuscante enfraqueci
Observando um jeito leigo me perdi.

Censurando o meu amor
Liberando a minha dor
Querendo ser amada sem amar
Sentindo perder-me sem tentar.

Guardando meu querer
Sentindo frio e calor
Sem ter razão ou gratidão
Opinião e excitação.

Sou a chave do meu coração
Doçura insípida que se cala
Sou água e vinho sem respeitar
Tormento e raiz podem sufocar teu paladar.

Sou ambigüidade, veneno e remédio.
Luz e escuridão um ser sem razão
Ternura ignorância, em pleno amanhecer.
Compacta ampliação, alguém a te querer
.



Foto: arquivo pessoal de Ísis
Anna Jailma - jornalista e blogueira

3 comentários:

† Ms. Ethel Black † disse...

Obrigada minha querida, pelos elogios feitos a mim, só fui ver isso agora, acredito que você ja postou isso há tempos. Mas enfim, obrigada mesmo minha querda, gratíssima!

† Ms. Ethel Black † disse...

Obrigada minha querida, pelos elogios feitos a mim. Você deve ter postado isso há tempos, mas infelizmente acabei vendo agora. Enfim, obrigada mesmo, gratíssima!

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Oi deusa Isis! Faz tempo mesmo da postagem. Na época falei pra sua mãe. Ela deve ter esquecido de comentar. Abraços pra todos vocês.