sábado, 9 de agosto de 2008

A cavalgada passou...










Os cavaleiros que homenageiam Juvenal Lamartine, chegaram ontem por volta das 18h30, chegando em São João pela "Praça da Lua", pracinha da entrada para os sítios Pedra e Cal, Quixeré, Riacho de Fora e outros.
Conforme Dercílio Morais, organizador da recepção aos cavaleiros, sabugienses estavam à espera da cavalgada na Praça da Lua, na ponte, na Praça Antônio Quintino de Araújo e na Av. Honório Maciel.
Na residência "Villa Dois Irmãos" eles jantaram um cardápio sertanejo, e declararam que adoraram nossa São João do Sabugi, inclusive, observaram e valorizaram a arquitetura antiga de algumas residências da cidade.
O Sr. Pery Lamartine, neto de Juvenal Lamartine, tem na família Gorgônio, laços com São João do Sabugi e recebeu a visita dos parentes Ivan Gorgônio e Basílio Gorgônio Filho (Balinha); filhos de Sr. Basílio Gorgônio. Por este vínculo familiar, os cavaleiros incluíram na programação, a visita a residência "Villa Nanu", onde Sr. Basílio Gorgônio cresceu com seus irmãos, ao lado de seus pais, e criou sua própria família.
Pery Lamartine, trouxe a literatura de cordel com breve histórico sobre o avô homenageado e a poesia Cavalgada Juvenal Lamartine, que relata a história que circunda a cavalgada.
Irei transcrever aqui, um trecho escrito por Pery Lamartine, sobre o posicionamento firme de Juvenal Lamartine, perante o Exército, visto que naquela época ele era Governador do RN:

"Estava em sua residência em Natal, quando parou a sua porta um veículo do Exército nacional, com um oficial para falar com o Governador. Neste momento aconteceu o seguinte diálogo: Senhor governador, a revolução está vitoriosa em todo o país. Estou aqui em nome dela para saber: 1º se o senhor vai aderir, 2º se vai resistir e 3º se vai renunciar. A resposta não se fez esperar: 1º não vou aderir pois não comungo dos ideais desses movimentos, 2º não vou resistir pois não tenho forças suficientes para isso; jamais poria nossos jovens soldados da polícia militar contra o exército nacional e 3º não vou renunciar, pois, estou aqui por eleição e não por um golpe de Estado como está sendo dado agora. O oficial adiantou: Pois, o Senhor está deposto e tem até as 16h para se arrumar quando virei buscá-lo. E assim foi feito.
Lamartine exilou-se na França onde permaneceu até 1934; anistiado e de volta ao Brasil, ficou confinando no Rio de Janeiro, acompanhou a redemocratização sem se envolver com política".
Fico pensando sobre os dias atuais, onde alianças e acordos políticos são tão constantes. Quem nos dias atuais seria tão honesto com seus ideais, ao ponto de ser deposto do governo, para manter uma posição política, que julga ser a correta?
Uma boa reflexão para todos vocês...

Fotos: Dercílio Morais
Anna Jailma - jornalista e blogueira

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