terça-feira, 28 de outubro de 2008

Ainda é tempo de dizer: parabéns e obrigada, professores!











"É graça divina começar bem. Graça maior é persistir na caminhada. Mas graça das graças é não desistir jamais"
(Dom Hélder Câmara)


Com outras ocupações, não tenho colocado postagens com freqüência, mas, aqui estou para, mesmo depois de 15 de outubro - Dia do Professor, parabenizar todos os educadores deste país, em especial os que marcam minha história de aprendizagem constante.
São muitos os que permanecem nas histórias da infância, da vida escolar, em especial em São João do Sabugi e Caicó, onde estudei o Ensino Fundamental e Ensino Médio, respectivamente.
Vou arriscar citar nomes: minha mãe Ermita Lucena, não chegou a ser minha professora na Escola, mas foi e é na minha vida, portanto deixo aqui meus parabéns e agradecimentos especiais à ela. Minha tia Nilce, também não foi minha professora na escola, mas em casa - no horário que minha mãe dava aula - Dissa me ensinava o alfabeto e a formar as primeiras palavras. Com ela aprendi a escrever meu nome... Eu tinha 4 anos e lembro até hoje das primeiras palavras escritas por mim: DISSA (era como eu a chamava), MÁGNA, BENÉ, ROSA, CASA e BOLA. Parece que foi ontem...
Da época de colégio são muitas as recordações com D. Ivete Cavalcanti, a primeira, ainda no Jardim de Infância da Escola Estadual Senador José Bernardo. Depois, na mesma Escola, estudei a 1ª série, com Dona Thadéa Quintanilha. Minha mãe até hoje, lembra o quanto eu "chiava", tentando ser tão carioca quanto a professora. Desde esta época, sou apaixonada pela Escola de Samba Beija-Flor e tenho vontade de conhecer o Rio de Janeiro.
De Mariana Fonseca, a quem eu chamava de "Dona Mariana", na 2ª série, lembro que passei um bom tempo escrevendo a palavra "barraca" para aprender a escrever "emendado".
Dona Marinete, da 3ª série e de outras séries do Ensino Fundamental, é grande incentivadora da minha paixão pela Língua Portuguesa. Das aulas, lembro-me principalmente das conjugações de verbo e correções quando alguém ousava pronunciar "suvaco"...Ela logo dizia em alto e bom som: "Minha gente, é axilaaa!!!".
Além destas, cito Djanira Araújo, que além de inglês, transmitia conhecimento sobre a magia da vida; Dona Nailde, que foi professora de Português; Zé Pelé e Torres que milagrosamente me faziam entender matemática, nas aulas particulares extra sala-de-aula, e os de Caicó, também inesquecíveis: Padre Tércio e Selma Bulhões.
Padre Tércio e Selma, meus professores no Colégio Diocesano Seridoense, transmitiam na aula muito conhecimento, não somente sobre as disciplinas por eles lecionadas, mas principalmente sobre a vida, sobre a realidade.
No CDS, Selma Bulhões foi minha professora, de Português e Literatura Brasileira, e incentivava não somente a leitura, mas principalmente a interpretação e análise do texto.
Padre Tércio despertava, nas aulas de Educação Artística e de História, a análise crítica, e aguçava a nossa capacidade de observar, de analisar e constestar.
Eternas recordações, eternos agradecimentos, a todos estes e aos que deixei de citar.

Anna Jailma - jornalista e blogueira.
Fotos: Anna Jailma, João Quintino e arquivos pessoais.

2 comentários:

Dalva Candido disse...

Anna Jailma, quando olhamosatravés dos anos e pesquisamos em nossas memórias em busca das pessoas que mais influenciaram em nossas vidas, frequentemente descobrimos algum professor, que não apenas nos resgatou do fracasso em alguma disciplina, mas que despertou dentro de nós interesses que estavam adormecidos e assim puderam mudar o rumo de nossas vidas. Os professores que nunca esquecemos foram aqueles que realizavam o seu ensino a partir do coração, aguçavam à nossa imaginação e despertavam nossas mentes. Eles enriqueceram as nossas vidas de uma forma que outros não fizeram. Acredito que todos os grandes professores t~em duas coisas em comum: um amor pelo ensino, pelo que fazem e um amor por aqueles a quem ensinam. Além de D. Nilce e Bibi farias, tive outros porfessores assim e posso ainda nominar o Dr. Roldão Diniz e àquela que me alfabetizou lá em S. Negra do Norte, debaixo de um pé de cajarana, numa mesa redonda- tenho uma imagem muito bonita dessa época.Ainda lembro de D. Nailde - que me fez perceber que matemática não era um bicho de sete cabeças e que sim, tinha valia no nosso dia a dia; além do professor Eugênio, de biologia do cursinho Anglo(SP), que mesmo com toda sua correria,dava uma aula que era um Show e ainda, encontrava tempo para ficar conversando conosco nos corredores. Acho que esses professores que lembramos tinha o poder de acender algo dentro da gente. Sempre é bom lembrar-mos disso. Abraços. Desculpe o comentário tão longo. Empolgação!.

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Dalva muitíssimo obrigada pelo seu comentário tão enriquecedor.
Sinta-se à vontade para expor aqui sua empolgação e emoção.

Muito grata pela visita.