domingo, 18 de janeiro de 2009

Flamboyant...







Desde dezembro, o pé de Flamboyant da casa de meus avós, embeleza a avenida principal de nossa São João do Sabugi.
Aquela árvore foi plantada por tio Bastinho, não sei exatamente o ano, mas foi na década de 70, quando ele residia em Brasília, DF. Certa vez chegou de viagem, à passeio, e minha avó materna, Zulmira Lucena, o pediu que plantasse o belo pé de flamboyant.
Minha avó adorava plantas. Lembro que na área da casa, no popular "bêco", ela cultivava um jardim e todas as manhãs lá estava, regando cada uma delas; repetindo o nome e a história de cada planta: onde tinha conseguido, se era presente ou não, qual o nome de origem...
Com o tempo, minha avó Zulmira se foi; precisamente em 1994. O jardim deixou de existir, mas o pé de flamboyant continua lá.
Além da sombra na calçada, ele traz uma doce lembrança da minha avó; lembrança perfumada, cheiro de flamboyant...
Ao flamboyant da minha vó Zulmira, a música Flor de Flamboyant, da dupla sertaneja, Zezé di Camargo & Luciano.

Enquanto o mundo girar/Enquanto uma estrela brilhar/Enquanto existir uma vida, vou te amar...
Enquanto uma chuva cair/E o calor da terra subir/Enquanto uma nuvem chorar/vou te amar
Você, meu bem, meu talismã/ meu cheiro, mel do meu bombom/A minha cor, a voz, meu som/ a minha busca, meu viver/
Você, meu sol dourado/ lua cheia, brisa da manhã/Brisa da manhã, flor de flamboyant/Paixão que entra pelos poros, vai parar no coração/
É um tiro certo na saudade, pra matar a solidão/É chuva em pleno deserto/ sol em pleno inverno, neve no verão/Paixão que entra pelos olhos/ nunca sai do coração...


Anna Jailma - jornalista e blogueira
Fotos: Anna Jailma

2 comentários:

Jackislandy e Silmara disse...

Olá Ana Jailma, muito inspirador e estético o seu poema. Sempre uma jornalista com tato de poeta, parabéns, belo trabalho, continue assim, debaixo da poderosa ação do Espírito Santo. Até mais....

Sim, encontrei com Valdélia em Caicó esses dias. Lembranças a todos!

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Muito obrigada. Fico feliz pela sua visita ao blog e pelo elogio. Você sim, sempre foi poeta, nas palavras e na escrita.
Abraços para Silmara.