segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pare e Pense

Foto/reprodução - Fred Carvalho: Maria Luíza, violentada e morta em Natal,
no final de abril deste ano
Foto: albúm de família - A menina Maisla, de 11 anos,
morta e esquartejada em Natal, neste mês

Foto: albúm de família - Isabella Nardoni, que foi jogada do apartamento do pai,
em São Paulo, no ano passado

Foto - Abelardo Nunes: Passeata em Natal,
atravessou a Ponte de Todos - Newton Navarro, do Forte a Redinha

Hoje em todo o Brasil houve manifestação contra o abuso sexual e exploração de crianças e adolescentes.
Em Natal, uma caminhada lembrou as mortes violentas da adolescente Maria Luíza, de 15 anos, violentada e morta no final do mês passado, e da menina Maisla, de 11 anos, morta e esquartejada neste mês de maio.
Além destes casos ocorridos recentemente e bem perto de nós, aqui no Rio Grande do Norte, há milhares de casos que são noticiados todos os dias e deixam nossa alma inquieta e revoltada; com tanta barbaridade cometida por seres que se dizem 'humanos' e convivem em sociedade.
Os atos de violência não são praticados somente por desconhecidos, são também, e principalmente, praticados pelas pessoas próximas das crianças e adolescentes; pessoas de seu convívio, que são de confiança dos familiares, como no caso da menina Isabella Nardoni, jogada pela janela do apartamento do próprio pai, pelo pai e pela madrasta.
E não somente os fatos que levam a morte, devem nos chocar e nos provocar inquietações.
Quando presenciamos adultos, que jogam suas frustrações e 'stress' do dia-a-dia contra os filhos, espancando suas crianças, dando os ‘empurrões e puxavantes de cabelo’ também devemos nos sentir chamados para agir.
Quando sabemos que determinada criança ou adolescente sofre pressão psicológica ou maus-tratos, devemos agir como cidadãos e não como 'marionetes' comandadas pelo comodismo.
Quando sabemos de adolescentes que as vezes, até com permissão dos pais, se verem pressionadas a trocar presentes pelo sexo; também nos devemos sentir chamados a agir.
O Disque Nacional de Denúncia não exige sua identificação e não vai cobrar sua ligação. Disque 100 e rompa o pacto do silêncio e da omissão.

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Fotos - No minuto e albúns de família

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