quinta-feira, 2 de julho de 2009

Casa de Taipa fez falta




Não houve um cenário permanente nos dias de festa de São João Batista que proporcionasse ao visitante ou mesmo ao filho da terra, um ambiente especial como a Casa de Taipa, onde até o ano passado as pessoas se reuniam para comentar fatos do passado, rever sua história de vida nos objetos rústicos, fazer aquele tradicional ‘ café de barrela com batata’ como foi feito no ano passado, recitar poesia ou tocar alguma música.
É preciso que exista um espaço assim nos festejos de São João Batista, que seja uma Casa de Taipa ou de papel machê, pra não agredir a natureza - se este é o motivo da não construção - ou que seja uma bodega, ou ainda que chegue a cidade a sonhada Casa de Cultura...Mas que exista um espaço que retrate de forma cultural e permanente, nos festejos, o autêntico sertão.
O ideal é que fosse mesmo uma Casa de Cultura, onde artistas como violeiros e sanfoneiros pudessem se apresentar em momentos de confraternização, onde houvesse exposição de objetos que fizeram parte da vida do sertanejo em outrora, onde tivesse espaço para mostrar a gastronomia da terra e principalmente, que tivesse um espaço apropriado para expor as artes da terra, seja em barro, em bordado, em crochê, ou em telas.
Neste ano, por exemplo, havia obras de arte de Assis Marinho, na Feirinha, mas, no chão. É claro que o ambiente estava limpo e creio que não oferecia danos a tela, mas o fato da arte ser exposta no chão, mostra a necessidade que temos de um ambiente apropriado para exposições na nossa terra.


Anna Jailma - jornalista e blogueira


2 comentários:

João Quintino disse...

Jailma, suas opiniões e sugestões para o São João em São João dos anos vindouros estão muito boas, conscientes e maduras. Considero plausível a justificativa do poder público em não construir a Casa de Taipa, mas acho uma incoerência em relação a outras atitudes pouco ecológicas do mesmo governo. Por exemplo, o abandono no lixão da cidade dos bonecos do Presépio e do Carnaval e de outros elementos decorativos comprados com dinheiro público e que poderiam muito bem ser reciclados e reaproveitados. Lembremos dos três erres da campanha do ecologicamente correto: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O discurso e as ações precisam ser unificadas para merecerem crédito. Parabéns pela sua análise crítica da Festa de Junho. Abraço!

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Obrigada João, pela presença e pela opinião. Volte sempre.