
Não houve um cenário permanente nos dias de festa de São João Batista que proporcionasse ao visitante ou mesmo ao filho da terra, um ambiente especial como a Casa de Taipa, onde até o ano passado as pessoas se reuniam para comentar fatos do passado, rever sua história de vida nos objetos rústicos, fazer aquele tradicional ‘ café de barrela com batata’ como foi feito no ano passado, recitar poesia ou tocar alguma música.
É preciso que exista um espaço assim nos festejos de São João Batista, que seja uma Casa de Taipa ou de papel machê, pra não agredir a natureza - se este é o motivo da não construção - ou que seja uma bodega, ou ainda que chegue a cidade a sonhada Casa de Cultura...Mas que exista um espaço que retrate de forma cultural e permanente, nos festejos, o autêntico sertão.
O ideal é que fosse mesmo uma Casa de Cultura, onde artistas como violeiros e sanfoneiros pudessem se apresentar em momentos de confraternização, onde houvesse exposição de objetos que fizeram parte da vida do sertanejo em outrora, onde tivesse espaço para mostrar a gastronomia da terra e principalmente, que tivesse um espaço apropriado para expor as artes da
terra, seja em barro, em bordado, em crochê, ou em telas.
É preciso que exista um espaço assim nos festejos de São João Batista, que seja uma Casa de Taipa ou de papel machê, pra não agredir a natureza - se este é o motivo da não construção - ou que seja uma bodega, ou ainda que chegue a cidade a sonhada Casa de Cultura...Mas que exista um espaço que retrate de forma cultural e permanente, nos festejos, o autêntico sertão.
O ideal é que fosse mesmo uma Casa de Cultura, onde artistas como violeiros e sanfoneiros pudessem se apresentar em momentos de confraternização, onde houvesse exposição de objetos que fizeram parte da vida do sertanejo em outrora, onde tivesse espaço para mostrar a gastronomia da terra e principalmente, que tivesse um espaço apropriado para expor as artes da
Neste ano, por exemplo, havia obras de arte de Assis Marinho, na Feirinha, mas, no chão. É claro que o ambiente estava limpo e creio que não oferecia danos a tela, mas o fato da arte ser exposta no chão, mostra a necessidade que temos de um ambiente apropriado para exposições na nossa terra.
Anna Jailma - jornalista e blogueira

2 comentários:
Jailma, suas opiniões e sugestões para o São João em São João dos anos vindouros estão muito boas, conscientes e maduras. Considero plausível a justificativa do poder público em não construir a Casa de Taipa, mas acho uma incoerência em relação a outras atitudes pouco ecológicas do mesmo governo. Por exemplo, o abandono no lixão da cidade dos bonecos do Presépio e do Carnaval e de outros elementos decorativos comprados com dinheiro público e que poderiam muito bem ser reciclados e reaproveitados. Lembremos dos três erres da campanha do ecologicamente correto: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. O discurso e as ações precisam ser unificadas para merecerem crédito. Parabéns pela sua análise crítica da Festa de Junho. Abraço!
Obrigada João, pela presença e pela opinião. Volte sempre.
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