segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Miau!


Adoro felinos, onça, tigre, gatos. Hoje visitando blogs por aí, encontrei um blog interessante para quem curte gatos: http://www.meubixano.blogspot.com/
O blog conta muito do universo de gatos: caminhas de gato, vídeos, fotos, campanha sobre adoção dos bichanos e até acessórios de uso domiciliar – como uma luminária linda que encontrei lá – com a “cara de gato”.
Na descrição da dona do blog, Carol Liôa, ela diz: “entre loucuras e raivas, uma paixão. Esse blog é uma mostra do que me faz mais feliz nesse mundo: gatos, de todos os tipos e tamanhos! Gatos...vou colocar tudo que puder sobre esses seres magníficos!”
No blog também encontrei um trecho de uma poesia de Pablo Neruda sobre os gatos que diz: “os animais foram inacabados, longos de cauda, tristes de cabeça, pouco a pouco foram-se formando, tornando-se paisagem, adquirindo sinais, graça, voo. O gato, só o gato, apareceu completo e orgulhoso: nasceu completamente terminado, anda sozinho e sabe o que quer.”
Quem gosta de gatos, como eu, acesse e curta. Já está linkado na minha lista de blogs preferidos.

Anna Jailma - jornalista e blogueira



Fotos: do Blog Meu Bixano.

domingo, 30 de agosto de 2009

TICO DA COSTA




Na tarde de ontem, o compositor e músico Tico da Costa, potiguar de Areia Branca, deixou a vida terrena. Desde julho ele estava internado no Hospital Onofre Lopes, em Natal, onde lutava contra um câncer no pâncreas.
Tico da Costa encantou os Estados Unidos e a Europa, inclusive residiu 8 anos em Roma, na Itália. Sua ida a Roma ocorreu através do movimento Focolares, da Igreja Católica, à convite da escritora Chiara Lubisch, criadora do Focolares.
Em entrevistada aos jornalistas Roberto Homem e Costa Júnior, em 30 de junho de 2005, Tico da Costa fala sobre sua vida artística no Brasil e no Exterior, a experiência de assistir a queda das torres gêmeas americanas, em 2001, quando gravava um CD nos EUA e ainda como conheceu Lina Wertmuller, respeitada musicalmente nos EUA; Peter Seeger, importante artista folk americano e Philip Glass, pop star americano e autor de trilhas sonoras na história do cinema.
A entrevista é maravilhosa. Tico da Costa conta sua história de vida, envolvendo a vida em Areia Branca, como surgiu a música na sua vida, a época de estudos em Natal e depois em Recife, a ida para o Exterior e o encontro com a esposa Sara, consultora da ONU, que foi sua aluna em Roma; além de tantas histórias, enriquecidas pelo jeito simples, bem humorado e sábio, do saudoso Tico da Costa.
Vale destacar que Tico da Costa e Sara construíram uma família de 3 filhos durante 22 anos de casamento, depois de 22 anos de namoro. Os filhos do casal, Daniel, Lucas e Gabriel, também tocam instrumentos musicais.
Em setembro de 2007, houve apresentação de Tico da Costa, com violão, e Urbano Medeiros, com saxofone, no Teatro Alberto Maranhão, em Natal. Na época Tico da Costa esteve em Caicó, na casa de D. Dalvaci, mãe de Urbano, e encantou-se com o sabor das cocadas; além de relembrar a infância ao contemplar as tradicionais telhas, que permitem ouvir a queda da chuva nas noites de inverno.
Tico da Costa foi um gênio da música conhecido e aplaudido no mundo inteiro.

Anna Jailma - jornalista e blogueira

Bate-papo com o saudoso TICO DA COSTA



Segue abaixo trechos da entrevista de Tico da Costa, realizada por Roberto Homem e Costa Júnior, publicada no blog Jornal Zonal Sul, em 30 de junho de 2005.

ZONA SUL – Como é seu nome verdadeiro? Como surgiu o Tico da Costa?

TICO – Meu nome é Francisco das Chagas da Costa. Lá em casa todos sempre me chamaram de Titico. Colegas de Areia Branca me chamavam Titico de Dijesu. Dijesu era meu pai: carteiro, violonista, contador de causos... Titico, aqui no Nordeste, é um diminutivo de Francisco. Resolvi assumir esse nome artístico. Na Itália, onde fui estudar violão clássico, gravei três compactos e um long play assinando como Titico. De volta ao Brasil, conheci uma figura muito interessante: o artista plástico baiano-argentino Caribé. Pouco tempo depois, fizemos uma viagem pela Itália. Eu e minha atual, única e contínua esposa, Sara, que naquela época era namorada, Caribé e Nancy. Visitamos aqueles museus italianos, conhecemos tudo. Ele também me chamava Titico. Até que um dia, Caribé me encaminhou uma carta que dizia, logo no começo, que ele tinha um assunto muito delicado para tratar comigo. Que ele falaria porque era meu amigo e o verdadeiro amigo era aquele que encostava o outro num canto de parede antes que algum inimigo o fizesse. Caribé disse: “olha, esse seu nome não dá certo”. Mas o argumento definitivo, aquele que me fez decidir trocar o nome, foi quando ele profetizou que quando eu casasse com Sara correria o risco de alguém chamá-la de Titica (risos). Senti-me o verdadeiro “Bosto” naquele momento. Foi uma pena, porque eu tinha até inventado uma assinaturazinha tão bonitinha... Escrevia um traço assim e botava dois pingos em cima. Perfeito. Mas não foi fácil. Eu tinha vários discos gravados, um certo nome na Itália, e estava sendo obrigado a mudar.

ZONA SUL – Foi aí que você resolveu assumir o Tico da Costa?

TICO – Não! Depois de noites e noites pensando, resolvi adotar o Chico da Costa como nome artístico... Troquei para Francisco da Costa, mas não demorou muito, porque ficou muito clássico. Meus amigos me chamaram de doido, acharam horrível. Enfim, como eu era inscrito na Sociedade de Autores Italianos com o nome Da Costa (lá eles adotam o sobrenome), resolvi conservar esse pedaço para facilitar na hora de cobrar direito autoral. Foi quando optei pelo Tico da Costa. Um dia conheci Peter Seeger - importante artista folk americano, responsável por ter levado a música Guantanamera para aquele país e compositor de sucessos internacionais como Date me un martelo, que Rita Pavone gravou. Ele ficou fã de uma música minha: Ana Bandolim. Peter Seeger é o Luiz Gonzaga norte-americano, ele foi mentor de nomes como Bob Dylan e Joan Baez. Toca banjo. Fizemos vários shows juntos. Um dia ele me mandou um cartão com os dizeres “We are here” (Nós estamos aqui), com um desenho da Via Láctea e um pontinho apontando a localização da terra. Logo que olhei, pensei: a terra não é mais do que a metade de um tico! Eu tenho é que ficar orgulhoso com esse nome, pois eu vivo num tico. Situação parecida ocorreu quando fui a Costa Rica. Os costa-riquenhos são chamados de ticos. Todo mundo é tico por lá. É como brasileiro aqui.

ZONA SUL – Como era sua vida em Areia Branca e como se deu a descoberta musical?

TICO – Uma irmã minha ganhou de presente um violão. Ao todo, tenho 15 irmãos. Somos oito homens e oito mulheres. Meu pai, Dijesu Paula, era um carteiro conhecidíssimo e queridíssimo em Areia Branca. Ele entregava uma carta e contava uma piada. Morreu em 1992. Toda a família dele, de ambos os lados, tinha músico. Meu pai tocava violão. Foi olhando pra ele que vi os “lás” menores, o mi... Minha irmã ganhou o violão, mas nem triscou. Mas eu e meus irmãos caímos em cima do instrumento. Meu pai - que estava sem violão há muito tempo porque minha mãe tinha vendido para ver se ele deixava de farrear, e ele deixou mesmo de beber – voltou a tocar de novo. A gente fazia fila pra tocar. Literalmente. Meu irmão mais velho começou a aprender violão com um professor que estudava violão clássico por correspondência. (risos). Meus primeiros acordes aprendi com meu pai e com Mirabeau Dantas, que vivia tocando pelas ruas de Areia Branca. Eu olhando, perguntando, enchendo o saco. E Mirabeau fazendo aqueles acordes de dissonância. Eu e meus outros irmãos, só olhando, já aprendíamos. Era a maior briga, mas a gente trocava figurinha. Um ensinava ao outro. Mas aconteceu uma coisa interessante, da natureza mesmo. Desde que aprendi os primeiros quatro acordes, comecei a compor. Eu tinha 13 anos. Eu fazia letra e música, tudo junto.

ZONA SUL – Então, depois disso, você mudou-se para Natal...

TICO – Minha intenção era estudar. Naquela época eu cantava músicas de Roberto Carlos, Jerry Adriani, muito iê-iê-iê... Eu chegava aos clubes e me oferecia para cantar. Além do repertório conhecido, eu incluía uma, duas músicas minhas também. Lembro de uma ocasião em que me apresentei, na Lagoa Manoel Felipe, em um programa produzido por Jota Belmont para a Rádio Cabugi, que era transmitido para todo o Rio Grande do Norte. Eu ia cantar duas músicas de minha autoria. Quando me fui acertar minha participação, Jota Belmont disse logo: “Titico? De jeito nenhum. Seu nome vai ser Luís Augusto!”. Eu até tinha esquecido que tinha usado esse nome também, durante algum tempo na vida. Mas cantei nesse programa e foi um barato. Naquela época era considerado original um cara cantar composições próprias.

ZONA SUL – E os estudos?

TICO – Fui estudar na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, que já funcionava lá no cruzamento das avenidas 15 e Salgado Filho. Era muito longe. Comecei a participar de festivais, a me envolver mais ainda com a música. Eu tinha até algumas composições com algum teor estético. Eu ouvia Edu Lobo cantando naqueles festivais e tentava fazer parecido, mas muitas das letras que escrevia, nem eu mesmo entendia o significado.

ZONA SUL – Você passou quanto tempo em Natal?

TICO – Fiquei dos 15 aos 19 anos. Nesse período conheci Lourdes Guilherme, professora de artes da ETFRN. Depois que ouviu algumas de minhas composições, se ofereceu para tentar conseguir uma bolsa na Escola de Música. E conseguiu. Como não tinha lugar para violão, passei a estudar contrabaixo. Que coisa horrível! Mas depois consegui transferência para Recife. Lá, fui estudar violão clássico. Fiz parte de um grupo ligado à Igreja católica quando fiz shows pelo Nordeste todo, tanto nas capitais como em alguns municípios do interior. Chamava-se conjunto Gen Cântico Novo. Pertencia ao chamado movimento Focolares. Eu tinha inventado uma história de um monstro, no violão. Imitações que faço no violão que me renderam muitos concertos pelo mundo afora. Eu induzo as pessoas a imaginarem. Vou contando a história e o público vai se envolvendo. Um cara vai à lua, volta num foguete. Tem Frankenstein atrás dele. Tem banda de música, tem escola de samba, tem soldado marchando.

ZONA SUL – Como foi o salto de Recife para a Itália?

TICO – Certo dia um pintor italiano foi expor em Recife. A exposição tinha 21 quadros. Olhei todos eles e propus ao artista para a gente fazer uma mistura de show com exposição. Falei que comporia uma música para cada quadro. Ele fotografaria cada uma das telas e projetaria na parede através de slides, enquanto eu cantava. Sugeri a ele que seria mais fácil para vender as obras. O italiano gostou da idéia e topou. Na mesma hora, um amigo meu que estava lá, me chamou, me trancou em um quartinho e disse que eu só sairia depois que compusesse todas as músicas. Isso foi por volta das 7 da noite. As 11 e pouco, eu tinha terminado todas as músicas. Poucos dias depois eu estava cantando na exposição. Foi um sucesso. O pintor disse que quando eu fosse à Itália o avisasse para fazermos o mesmo em Milão, Gênova e Turim. E assim aconteceu. Fui a Roma com 21 anos participar de um Congresso Internacional de Jovens. O programado era passar um mês. Comecei a tocar e a cantar e insistiram para eu permanecer mais tempo. Fiquei cinco meses. Gravei três compactos. Isso foi em 1972.

ZONA SUL – O que de mais expressivo aconteceu nesse período na Itália?

TICO – O principal foi conhecer Sara, minha esposa. Ela é paraguaia. Seus pais estavam trabalhando na Itália. Ela foi minha aluna de violão na Embaixada do Brasil, em Roma. Hoje é consultora da ONU. Foi a melhor aluna que tive. Até hoje lembra das harmonias que eu ensinava. Sara poderia ser qualquer coisa no meio artístico: dançarina, violonista, cantora... Ela tem um talento impressionante. Outra coisa importante foi eu ter me descoberto - sem querer, sem saber e sem pretender – como um showman. Não é fácil chegar, como cheguei, diante de 700 pessoas, por exemplo, só com o violão. O violão e um microfonezinho, na Alemanha, na Áustria, cantando a minha música em português. Naquela época quem era famoso era Vinicius de Moraes, Baden Powell, Tom Jobim e Dorival Caymmi, além de Chico, que estava começando. Pensei: desconhecido por desconhecido, vai Titico. Eu cantava minhas músicas e botava o pessoal pra cantar comigo. Era abusado. Essas experiências me deram muita cancha. Você deve encarar o público como uma pessoa. Recentemente cantei em um festival no Ibirapuera, em São Paulo, para 9 mil pessoas. Pra mim é como se estivesse cantando para apenas uma. Botei todo mundo pra cantar uma música que eu tinha feito uma semana antes. Há profissões em que você tem um abismo, sabe que está num abismo, mas tem que correr o risco. Quando você encara uma platéia, sabe que tem um abismo ali e que você pode se lascar, se dar mal, mas também pode se dar muito bem, porque você está no alto, você é líder, você tem carisma, você tem o momento, a graça. Não tenho muito medo desses abismos.

ZONA SUL – E com relação aos contatos importantes que manteve na Europa?

TICO – Um contato importantíssimo foi com a Lina Wertmuller. Ela é a Fellini feminina. É muito estimada nos Estados Unidos, chega a ser idolatrada. O fato de eu ter composto músicas com ela, de ter trabalhado com ela, me rendeu muita credibilidade nos Estados Unidos. Em determinada ocasião, surgiu a oportunidade de eu fazer, na Itália, a trilha sonora para um filme que ela dirigiria: Tieta do Agreste, com Sophia Loren e grande elenco. Eu também estava escalado para fazer uma cena, como ator, tocando uma música. O problema é que quem estava financiando era Roberto Calvi, do Banco Ambrosiano. Só que, antes dos contratos serem assinados, ele apareceu enforcado. E o filme foi para o espaço. Na mesma época, Sara, então minha noiva, tinha decidido fazer faculdade no Rio de Janeiro. Com o fracasso do filme, antecipei minha volta para o Brasil. Com residência fixa no Rio, passei a viajar pela Europa e pelos Estados Unidos, para fazer meus shows. Gravei um CD nos Estados Unidos, chamado Brasil Encanto. Mais ou menos nessa época foi que conheci uma figura que representou muito para minha carreira: Philip Glass.

ZONA SUL – O músico minimalista Philip Glass é considerado um pop star e autor de trilhas sonoras importantes na história do cinema. Como você o conheceu?

TICO - O conheci quando morava no Rio. Eu já tinha casado com Sara e já tínhamos nosso primeiro filho. Um dia, tocou o telefone: era um amigo meu chamado Bernardo Palombo, um argentino que eu tinha conhecido nessas minhas incursões pela Itália e Estados Unidos. Ele contou que estava com Philip Glass. Confesso que eu nem o conhecia. Bernardo falou que Philip gostaria de ir ao Brasil fazer anotações para o próximo filme que iria musicar: Pawaqatsi. Ele já tinha escrito Koyaanisqatsi. Apesar de eu não conhecê-lo, Philip já era muito famoso, conhecidíssimo. Bernardo disse que me indicou como cicerone deles, para viajar pelo Brasil e mostrar as músicas do país. Aceitei. Fomos ao Amazonas, viajamos pela floresta. Philip sempre fazendo anotações, bem calado. Nesta época, em 1984, eu tinha ojeriza ao inglês. Não falava nem good night, não gostava. Então eu me comunicava com Philip através do meu escasso francês. Na volta, no Rio, Philip Glass falou que Bernardo tinha lhe contado que eu tinha umas músicas muito bonitas. Ele pediu para escutá-las. Organizei um jantar na minha casa. Ele ouviu várias canções. Eu toquei Ana Bandolim. Philip escutou e ficou louco. “Você roubou essa canção de Rossini, seguramente”, disse ele brincando. “Não é possível que você tenha feito essa música”, insistiu. No meio da conversa perguntei a ele como um artista brasileiro poderia ficar famoso nos Estados Unidos. Ele disse: “tem que semear um ano e, no segundo ou no terceiro é que você começa a ver o resultado”. Eu pensei: “estou lascado, não tenho chance”. Philip insistiu: “você tem que ir no mínimo uma ou duas vezes por ano lá”. Terminou me convidando para ir aos Estados Unidos e ficar hospedado na sua casa. Pediu que eu telefonasse duas semanas depois. Nesse meio tempo, ele contataria uma amiga dele que conhecia todos os pubs. Ela iria me apresentar. Quinze dias depois, liguei. Philip disse que eu podia ir, mas que a amiga dele não poderia me atender porque tinha estourado no hit parade. Era Suzane Veja, que tinha estourado com a canção My name is Luka. Fui mesmo assim. Fiquei hospedado na casa de Philip. Faz 20 anos que eu vou aos Estados Unidos e sempre fico hospedado na casa dele.

ZONA SUL – E nos Estados Unidos o que teve de maior expressão na sua carreira?

TICO – Consegui uns trunfos únicos. Eu tenho um currículo muito estranho, que poucos artistas têm aqui. Fiz vários concertos por toda a Europa e outros tantos nos Estados Unidos. Recebi críticas favoráveis no New York Times (duas vezes) e em outros jornais norte-americanos. Cantei no Town Hall, abri show para João Bosco, me apresentei junto com Paquito d’Rivera (saxofone), Toninho Horta, John Patitucci (o maior baixista do mundo) e Peter Seeger, que nos Estados Unidos é muito famoso e muito apreciado. Peter Seeger não é só uma figura de banjo, do folclore; ele é o folk music lá. Foi ele quem lançou Guantanamera nos Estados Unidos. Também tem vários hits parades como Date me un Martelo, que Rita Pavone gravou. Mas Peter Seeger também é estimado por sua importância política, por ser uma figura contestatória. Quando os Estados Unidos estavam guerreando contra o Japão, por exemplo, ele casou com uma japonesa. Foi preso político, sempre foi comunista. Foi o precursor da ecologia. Peter Seeger começou a limpar o Rio Hudson, em Nova York, há mais de 40 anos, com um barco. Ele e Bob Dylan pedindo para ninguém jogar coisas no rio. Hoje você pode tomar banho no Rio Hudson, de limpo que é. Até hoje tem festivais de música no Rio Hudson, quando barcos ancoram com os artistas tocando e a cidade acompanhando, ouvindo música e as mensagens sobre a importância da preservação da natureza. Participei de vários deles.

ZONA SUL – Peter Seeger também foi importante para a sua carreira?

TICO – Imagine se Luiz Gonzaga, no auge de sua carreira, chamasse um africano, o colocasse no palco para cantar com ele. Se Luiz Gonzaga apresentasse esse desconhecido como um grande artista. Se cada um cantasse duas músicas de cada vez, se revezassem durante o show. Pois foi o que Peter Seeger fez comigo. Ele tocando banjo, cantando minhas músicas. Foi demais. Não existe isso! Mas aconteceu. Teve um show no Arizona, em Tucson, inesquecível. Fazia 25 anos que Peter Seeger não tocava lá. Os jornais passaram 15 dias noticiando o evento. Os mil ingressos oferecidos para o espetáculo no teatro esgotaram rapidamente. No palco Peter Seeger, eu e outro americano, um daqueles caras que participou do The Platters. Esqueci seu nome. Nós três em cima do palco. Eu lado a lado com aqueles dois monstros sagrados.

ZONA SUL – O que você está fazendo em Natal? Veio para morar?

TICO – Estou morando há dois anos na cidade. Depois de quatro anos em Recife, quase dez anos em Roma, sete anos no Rio e 12 anos no Paraguai. Depois que casei, quando morava no Rio, por causa da violência da cidade resolvemos ir para o Paraguai, onde os pais de Sara tinham voltado. Em 2001 fizemos uma viagem para procurar apartamento em Nova York, em julho. Depois voltei lá para gravar dois CDs que serão lançados ainda este ano: Lagartixa e Choro Suíte. Este último inclui somente chorinhos, é um disco instrumental. Quando estava gravando Lagartixa, no momento da gravação, as torres gêmeas caíram em Nova York. Eu estava num prédio em frente. Vou fazer uma comparação para você ter uma idéia: era como se eu estivesse na beira do Rio Potengi e as torres desabassem na Redinha. Eu estava no 22º andar. Tinha um rio no meio. Mas eu vi tudo. Engraçado é que eu tinha tocado meses antes no 105º andar do World Trade Center, tinha feito um show lá. Também já tinha me apresentado entre as torres, junto com Philip Glass. Dez dias antes das torres caírem, passei entre elas, bati em uma e disse “meu Deus do céu, isso jamais vai cair”.

ZONA SUL – Como foi sua participação no programa de entrevistas de Jô Soares?

TICO – Fui eu quem apresentou Philip Glass ao diretor de teatro Gerald Thomas, quando morava no Rio. Eles ficaram amigos. Philip até fez músicas para algumas peças de Thomas. Gerald foi quem sugeriu meu nome à equipe de Jô Soares. Eu morava no Paraguai. Pagaram passagens, e tudo, foi um barato. Cantei quatro músicas no Jô. Isso foi em 1996. Jô Soares embasbacou de rir com as canções. Minha carreira é mais internacional. Mas agora mesmo estou em estúdio gravando um CD em parceria com Diógenes da Cunha Lima, que contém canções minhas e letras dele. Tem um outro CD nosso também com canções sobre a festa de Natal. Também musiquei 70 poemas de um livro do jurista Ives Gandra Martins. O livro fala sobre o Rosário e as ladainhas, Nos tempos do Senhor. São sonetos lindíssimos. Já musiquei todos os sonetos, teve dia em que compus 14 músicas.

ZONA SUL – E a sua discografia? O que ela inclui?

TICO – Minha discografia enriqueceu muito depois que gravei nos Estados Unidos o meu primeiro CD: Brasil Encanto. Tenho certeza que vou dar um salto maior ainda a partir de setembro quando eu lançar nos Estados Unidos e na Europa os discos Lagartixa e Choro Suíte. Pretendo fazer muitos shows para divulgar os dois trabalhos. Mas até agora, ao todo são 16 discos gravados, incluindo LP's, compactos e CDs. Mais relevante do que gravar, é conseguir uma boa distribuição para seu trabalho. Não adianta gravar um CD como gravei esse aqui, Anjo da Selva, que ficou muito bonitinho e tudo, mas não tem força. Gravei em Natal, está super-bem feito, super-bem gravado, mas falta maior divulgação, uma melhor distribuição. Vou levá-lo para a Alemanha agora em agosto, mas ele chegará naquele país apenas através dos shows que farei por lá.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Inquietude da alma...


O desassossego
É o travesseiro inócuo
Onde acalmo emoções,
Em flâmulas de aço
A alma opaca
É o meu mar de queixumes
Onde vago serenidade
Em espelhos prostrados.
Não sou Poeta…
Sou inquietude
Sou lama
A brotar dos trilhos
Onde falece a poesia
Refaço-me nas palavras
Numa impunidade de sol
Que se esbate altivo
Num ardor sem labareda…!

(VÓNY FERREIRA)
Anna Jailma - jornalista e blogueira, vagando pelas poesias...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CONVITE AO RISO!

Integrantes do Circo Girassol,
do Rio Grande do Sul para o Rio Grande do Norte!
Cena do espetáculo Hipnotizador de Jacarés!


Hoje em Caicó o SESC Seridó apresenta o espetáculo circense Hipnotizador de Jacarés, com os integrantes do Circo Girassol, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Os artistas integram um projeto nacional do SESC, Festival Palco Giratório, e viajam por todo o país realizando oficinas e apresentando espetáculos. Os personagens Serragem , Farinha e Farofa já saíram do Rio Grande do Sul e passaram por Santa Catarina, Amapá, Pará, Mato Grosso, Tocantins, e agora estão por aqui; de onde seguem para São Paulo.


Entre os artistas está a atriz Débora Rodrigues, que integra o Circo Girassol de Porto Alegre desde 2000. Ela é ministrante das Oficinas de tecido aéreo, trapézio fixo e acrobacia de solo do Circo Girassol.
Débora Rodrigues já foi premiada como melhor atriz pelo prêmio Histórias Curtas da RBS TV e indicada como melhor atriz do espetáculo "O Hipnotizador de Jacarés", que é apresentado hoje em Caicó e percorre os palcos de todo país.
Vale salientar que em 2007, Débora Rodrigues, que interpreta a palhaça “Farinha” no espetáculo de hoje, teve destaque no quadro "Circo do Faustão", da Rede Globo, como instrutora de técnicas circenses.

Hoje, às 20h, na concha acústica do SESC Seridó, o Circo Girassol, traz o riso, a alegria pura, a vivacidade e sobretudo, a valorização da cultura, da arte circense, do poder que o palhaço tem de criar, transformar, encantar, reconstruir o mundo ao redor; com pitadas de cor, movimento e alegria de viver.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história e o trabalho do Circo Girassol acesse o site http://www.circogirassol.com.br/ ou o blog http://www.debirod.blogspot.com/, que já está na minha lista de blogs preferidos.
Então, hoje, no SESC Seridó, o Hipnotizador de Jacarés, apresenta-se na Concha Acústica, para todas as idades.
Ninguém pode perder. A entrada é gratuita e você pode doar 1 kg de alimento não perecível, para o projeto Mesa Brasil.
Espero seu riso por lá.

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Fotos: Dilmar Messias e Kiran

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O CÉU É LOGO ALI: GARGALHEIRAS, ACARI!

Folha, frutas, um mar d'água doce e eu...

Samba de raiz, é com o grupo S de Samba!

Cláudia Silva, Lucineide Medeiros, Alcilene Dias, Maria José, e eu...bancando pose.

A dupla mais amada da Rádio Caicó: Suerda Medeiros e Juca Bala

Diante de Gargalheiras: Alcilene, Maria José, Lucineide, Cláudia e Sidney Silva, e eu.
Nos últimos dias o blog À Flor da Terra estava atualizando fotos e fatos da Festa de Sant’Ana deste ano e por isso, não comentei sobre um passeio espetacular que fiz a Gargalheiras, em Acari, aqui no Seridó.
Não sei a origem do nome Gargalheiras, mas não vai me surpreender se tiver alguma ligação com gargalhada. O lugar é paradisíaco e estando por lá, o dom da alegria e do sorriso é constante.
A equipe da Rádio Caicó AM passou um fim de semana mágico em Gargalheiras.
No segundo final de semana de agosto, logo após os festejos de Sant’Ana viajamos para uma casa aconchegante, com alpendre e muitas redes coloridas, uma churrasqueira com a famosa carne-de-sol do Seridó, o grupo S de Samba, que é a nova revelação da música na região, e muita gente de bem com a vida.
Acari é especial, não só pelas casas que conservam uma arquitetura antiga e bem conservada, ou ainda pela hospitalidade do povo, mas também pelo título invejável que ostenta, de cidade mais limpa do Brasil. A cidade estava vivendo a festa da padroeira, Nossa Senhora da Guia, e entrei na cidade curiosa, olhando para os quatro cantos e pude constatar que não há um palito, um papel, um copo descartável, nada no chão de Acari. Um exemplo não só de limpeza, mas de educação, consciência coletiva, cidadania, compromisso com o bem-comum.
Passando por capela histórica, seguindo pela vila dos pescadores, cheguei ao lugar paradisíaco. Uma chuva fina caía na grama – onde me joguei minutos depois – e a água de Gargalheiras brincando de ir e vir, na areia ( não há lama, só areia), complementava toda uma paisagem com serras e mangueiras, que praticamente jogavam mangas na água.
A casa que ficamos fica à beira d’água e calor passa longe dali. O clima é de brisa, de aconchego mesmo. Uma delícia! Pude constatar que um pedaço do céu na terra, está aqui no Seridó, em Gargalheiras de Acari.
Anna Jailma - jornalista e blogueira
Fotos: Anna Jailma

GARGALHEIRAS, RN, PEDAÇO DO CÉU...















Fotos/Anna Jailma

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

São João do Sabugi comemora o Folclore

Um céu colorido com Pipas...

Xilografura de Severino Borges: Serenatas pelas ruas

Foto: Auro Giuliano - Carvalhada, você conhece?!
Você já soltou pipas na infância? E cavalhada, você sabe o que é? Já assistiu, já participou? E serenatas...Quem já ganhou uma serenata numa noite enluarada ou já fez alguma para encantar alguém?!
Nesta semana em São João do Sabugi, tudo isso está sendo vivenciado pela comunidade.
As escolas do município e do Estado estão realizando a Festa do Folclore em São João do Sabugi, com programação que iniciou na última quarta-feira, dia 19, e que se estende até o próximo domingo, dia 23.
Na quarta-feira, houve Festival de Pipas no campo de futebol do bairro Ipueirinha, colorindo o céu e hoje dia 21, acontece show cultural, a partir das 18h30 no Ginásio Esportivo.
Amanhã dia 22, Dia do Folclore, a partir das 20h, acontece a noite da serenata, com voz e violão, encantando pelas ruas da cidade. Professores, estudantes e comunidade em geral acompanham os músicos e ajudam a cantarolar as músicas de outrora.
Nas residências as pessoas aguardam o grupo da serenata para reviverem os anos dourados de Fascinação, Perfídia, Fracasso, Beija-me Muito, Aline, Maria Betânia, Olhos Verdes, e tantas outras que marcaram época.
O encerramento da programação festiva acontece dia 23, no domingo, com realização da cavalhada, no Parque de Vaquejada de São João do Sabugi.
Conforme o historiador Fernando Danneman, as cavalhadas foram trazidas de Portugal, onde nos tempos antigos constituíam um complemento indispensável nas festas religiosas, políticas e guerreiras; e uma vez introduzidas no Brasil, aqui se tornaram muito populares, sendo bastante praticadas desde o século 17 até ao século 19.
Consistiam numa espécie de torneio no qual um número par de cavaleiros, geralmente doze de cada partido, mouro ou cristão, travava guerras simuladas, ou escaramuças, acompanhadas de várias provas de equitação, terminando tudo, após propostas de paz, com o aprisionamento dos mouros.
Depois seguia-se o jogo da argolinha, em que os cavaleiros, mostrando a sua habilidade no manejo da lança, tiravam o anel, ou argolinha, que estava suspenso por um arame esticado horizontalmente entre dois esteios, por onde o cavaleiro devia passar a galope.
As cavalhadas eram, antigamente, o divertimento predileto de muitas cidades brasileiras e hoje continuam integrando os eventos de muitos Estados, em especial no Rio Grande do Sul e em Goiás.
Folclore é cultura, tradição e passeio pela história de cada um e de cada recanto do mundo.
Anna Jailma - jornalista e blogueira

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Palavra de Presidente

Foto - Ricardo Stuckert: Lula em Ipanguaçu RN, na tarde de hoje


Presidente Lula foi entrevistado hoje por jornalistas do Rio Grande do Norte, inclusive, por Suerda Medeiros, da Rádio Caicó AM.
Durante entrevista à Suerda Medeiros o presidente relembrou a ida de Pernambuco para São Paulo, em pau-de-arara, em estrada de barro, bem como a dificuldade de sua família, que não tinha condições nem mesmo para fazer refeições nos locais que o caminhão parava.
O presidente também comentou sobre o filme “Lula, o filho do Brasil”, que será lançado contando sua história de vida e destacou que seu paladar continua fiel a comida sertaneja, inclusive, tem entre os pratos preferidos a feijoada e a carne de sol.
Lula também disse na entrevista a Suerda que o perfil de seu sucessor ou sucessora é de alguém que tenha compromisso com o projeto que é desenvolvido hoje. O presidente destacou que alguns políticos, com interesse de valorizar mais o próprio "carimbo", embaralha tudo que encontra do governo anterior e não dar seguimento aos projetos anteriores, começando do zero; o que sem dúvida, prejudica o crescimento dos trabalhos já iniciados e o bem-comum.
Sobre a saída da senadora Marina Silva do PT, que foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula, e saiu do Partido depois de 30 anos, o presidente disse que não vê "crise no PT" e acha "normal" a saída da senadora.
Ele também elogiou a ex-ministra do Meio Ambiente e disse que a relação que tem com ela não vai mudar em absolutamente nada; até porque a conhece há 30 anos e não, 30 dias.
O presidente chegou a Ipanguaçu, que fica a 214 km de Natal, de helicóptero, por volta das 12h50, e discursou num palanque montado dentro da estrutura do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFRN.
O presidente frisou que revolucionou a educação do país, quase dobrando o número de vagas oferecidas pelas universidades, destacando que antes de assumir a presidência, 123 mil estudantes ingressavam no ensino superior a cada ano; e agora são 227 mil.
Ele também destacou, os projetos de construção de uma universidade latino-americana e outra afro-brasileira, esta última no Ceará, região Nordeste.
Até o final do mandato, segundo Lula, 214 novas escolas técnicas vão estar prontas, número que, antes de 2002, era de 104. Falando a prefeitos do Rio Grande do Norte, o presidente ressaltou que o IFRN está mudando a cara do interior, com qualificação e investimentos, o que vai gerar desenvolvimento para as comunidades.

Anna Jailma - jornalista e blogueira

Festa de Sant'Ana - Prós & Contras

Ainda comentando sobre a Festa de Sant’Ana, de Caicó, vou destacar, como fiz em relação a Festa de São João Batista, de São João do Sabugi, o que considero – na minha humilde opinião - como “prós & contras”.
Não posso deixar de citar que o Pavilhão Cultural de Sant’Ana enriqueceu e muito neste ano, ou como dizem por aqui “criou alma nova”.


A roupagem do pavilhão, que ganhou um cenário sertanejo, lembrando o clima interiorano, com casinhas coloridas “vestindo” os barracões de comidas típicas ficou uma maravilha. As pessoas observavam os detalhes, e paravam para serem fotografadas no cenário. Sem dúvida, foi um cartão-postal a mais nos festejos de Sant’Ana.
Além disso, a parceria da Paróquia de Sant’Ana com o SESC Seridó contribuiu para a realização de shows da música e do teatro significativos, como Jake, que conquistou a juventude para o Pavilhão Cultural e ainda o Grupo Tarará de Mossoró, que encantou a platéia.
As atrações regionais também fizeram bonito. O grupo S de Samba e o Quarteto Seridó Sax surpreenderam e arrancaram elogios do público, a exemplo das atrações da terra já consagradas nas apresentações do Pavilhão, como Dodora Cardoso, Gilton Lins, Bené e tantos outros.
O Leilão do Artesão também surgiu com uma inovação que merece o aplauso: o arremate das artes da terra – arte plástica, artesanato, gastronomia – divulgando o nome do artista e valorizando o seu produto, deu um brilho especial ao pavilhão.
Sem dúvida, o Pavilhão Cultural de Sant’Ana foi tudo de bom, inclusive, para finalizar o comentário sobre o Pavilhão, não posso deixar de elogiar o “escondidinho” que era vendido no barracão da Paróquia. Muito saboroso, o escondidinho é um prato em que a macaxeira, misturada ao coco e ao queijo, tem a tarefa de “esconder” a carne-de-sol bem assada, provavelmente na manteiga da terra... Eu nem queria saber se era calórico ou não, todas as noites eu estava lá; de senha e prato na mão, aguardando o escondidinho.
Até comentei com a equipe do barracão que seria interessante criarem um “caderno de receitas”, para divulgar os pratos do barracão do Pavilhão. Seria um sucesso!
O Projeto Banda na Praça, este ano foi realizado pelo segundo ano, e um público fiel esteve presente todas as noites, assistindo concertos que traziam músicas clássicas e modernas, assim como músicas do nosso sertão, e as internacionais que marcaram os anos 80. Também as músicas dos anos 40, 50 e 60 marcaram presença, como Royal Cinema e tantas outras.
Mas há dois pontos que merecem a devida correção: o palco dos músicos neste ano sofreu uma redução desnecessária e completamente prejudicial ao evento. Houve uma noite que uma filarmônica precisou apresentar-se no chão da praça, com os músicos “tentando” encontrar um lugar para tocar - uns sentados, outros não - devido a “economia” de palco que houve neste ano. Um incômodo desnecessário.
Já na quinta-feira da Feirinha, mais uma vez os músicos sofreram: o lixo que tomou conta de Caicó na quinta-feira a noite, era de assustar; e na Praça da Liberdade não foi diferente. Resultado: as pessoas não tinham como se acomodar, em meio a tanto copo e prato descartável jogado ao chão, e a platéia ficou resumida e desconfortável, criando um “mal-estar” aos que queriam assistir e não puderam e aos músicos que não tiveram o público merecido.



É óbvio que evitar o acúmulo de lixo no dia da feirinha é impossível...Mas pode-se haver uma distribuição maior e melhor de depósitos para lixo durante toda a Festa de Sant’Ana, principalmente no dia da feirinha, em que a aglomeração de pessoas é maior, assim como o consumo de comida e bebida.



Que seja feita uma maior distribuição de depósitos para lixo e em locais estratégicos, principalmente onde ocorrem os eventos; afinal a Festa de Sant’Ana é grandiosa, a aglomeração de pessoas é maior, então, o óbvio é que seja preciso aumentar a quantidade desses depósitos para lixo. E se possível, que haja algum trabalho de conscientização, até mesmo divulgando nos eventos, que as pessoas procurem os depósitos, que evitem jogar lixo no chão.
Todos sabem da importância – e do dever – de não jogar lixo no chão, mas muitos “fazem de conta” que não sabem e jogam. Então, que seja feita uma conscientização.
Em Acari, até as crianças conscientizam os visitantes sobre isso. É uma questão de consciência, mas também de cidadania e de respeito, a si mesmo, ao próximo e ao meio ambiente.

Anna Jailma - jornalista e blogueira

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

GENTE QUE AMA SANT'ANA

Sant'Ana de volta...
para Sua Casa, o templo de fé!

A chegada no Arco do Triunfo...

O olhar radiante de missão cumprida do pároco Edson Medeiros...

São Joaquim, esposo de Sant'Ana.

Dom Manoel Delson e Pe. Ivanoff Costa

Juca Bala, em riso e lágrimas, conduzindo o andor de Sant'Ana!

Parece lenda, mas todos os anos este cachorrinho fica ao lado da família
observando a procissão...

Na residência do saudoso Sr. José Josias Fernandes,
os olhares são direcionados para Sant'Ana

A doce Fernanda, e sua irmã, pequenas no tamanho, grandes na fé!

Professores na Biblioteca Central, contemplando a passagem de Sant'Ana

Eliene Gomes e os gêmeos: lindos de viver!

Luíza, Miss São João do Sabugi, contemplando Sant'Ana do alto...

Eu e meu amigo Williams, jornalista da TV Ponta Negra em Natal - nos encontramos na chegada de Sant'Ana a Catedral.
Mãe e filha de braços dados na fé e no caminhar junto a Sant'Ana.

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Fotos - Anna Jailma