quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Festa de Sant'Ana - Prós & Contras

Ainda comentando sobre a Festa de Sant’Ana, de Caicó, vou destacar, como fiz em relação a Festa de São João Batista, de São João do Sabugi, o que considero – na minha humilde opinião - como “prós & contras”.
Não posso deixar de citar que o Pavilhão Cultural de Sant’Ana enriqueceu e muito neste ano, ou como dizem por aqui “criou alma nova”.


A roupagem do pavilhão, que ganhou um cenário sertanejo, lembrando o clima interiorano, com casinhas coloridas “vestindo” os barracões de comidas típicas ficou uma maravilha. As pessoas observavam os detalhes, e paravam para serem fotografadas no cenário. Sem dúvida, foi um cartão-postal a mais nos festejos de Sant’Ana.
Além disso, a parceria da Paróquia de Sant’Ana com o SESC Seridó contribuiu para a realização de shows da música e do teatro significativos, como Jake, que conquistou a juventude para o Pavilhão Cultural e ainda o Grupo Tarará de Mossoró, que encantou a platéia.
As atrações regionais também fizeram bonito. O grupo S de Samba e o Quarteto Seridó Sax surpreenderam e arrancaram elogios do público, a exemplo das atrações da terra já consagradas nas apresentações do Pavilhão, como Dodora Cardoso, Gilton Lins, Bené e tantos outros.
O Leilão do Artesão também surgiu com uma inovação que merece o aplauso: o arremate das artes da terra – arte plástica, artesanato, gastronomia – divulgando o nome do artista e valorizando o seu produto, deu um brilho especial ao pavilhão.
Sem dúvida, o Pavilhão Cultural de Sant’Ana foi tudo de bom, inclusive, para finalizar o comentário sobre o Pavilhão, não posso deixar de elogiar o “escondidinho” que era vendido no barracão da Paróquia. Muito saboroso, o escondidinho é um prato em que a macaxeira, misturada ao coco e ao queijo, tem a tarefa de “esconder” a carne-de-sol bem assada, provavelmente na manteiga da terra... Eu nem queria saber se era calórico ou não, todas as noites eu estava lá; de senha e prato na mão, aguardando o escondidinho.
Até comentei com a equipe do barracão que seria interessante criarem um “caderno de receitas”, para divulgar os pratos do barracão do Pavilhão. Seria um sucesso!
O Projeto Banda na Praça, este ano foi realizado pelo segundo ano, e um público fiel esteve presente todas as noites, assistindo concertos que traziam músicas clássicas e modernas, assim como músicas do nosso sertão, e as internacionais que marcaram os anos 80. Também as músicas dos anos 40, 50 e 60 marcaram presença, como Royal Cinema e tantas outras.
Mas há dois pontos que merecem a devida correção: o palco dos músicos neste ano sofreu uma redução desnecessária e completamente prejudicial ao evento. Houve uma noite que uma filarmônica precisou apresentar-se no chão da praça, com os músicos “tentando” encontrar um lugar para tocar - uns sentados, outros não - devido a “economia” de palco que houve neste ano. Um incômodo desnecessário.
Já na quinta-feira da Feirinha, mais uma vez os músicos sofreram: o lixo que tomou conta de Caicó na quinta-feira a noite, era de assustar; e na Praça da Liberdade não foi diferente. Resultado: as pessoas não tinham como se acomodar, em meio a tanto copo e prato descartável jogado ao chão, e a platéia ficou resumida e desconfortável, criando um “mal-estar” aos que queriam assistir e não puderam e aos músicos que não tiveram o público merecido.



É óbvio que evitar o acúmulo de lixo no dia da feirinha é impossível...Mas pode-se haver uma distribuição maior e melhor de depósitos para lixo durante toda a Festa de Sant’Ana, principalmente no dia da feirinha, em que a aglomeração de pessoas é maior, assim como o consumo de comida e bebida.



Que seja feita uma maior distribuição de depósitos para lixo e em locais estratégicos, principalmente onde ocorrem os eventos; afinal a Festa de Sant’Ana é grandiosa, a aglomeração de pessoas é maior, então, o óbvio é que seja preciso aumentar a quantidade desses depósitos para lixo. E se possível, que haja algum trabalho de conscientização, até mesmo divulgando nos eventos, que as pessoas procurem os depósitos, que evitem jogar lixo no chão.
Todos sabem da importância – e do dever – de não jogar lixo no chão, mas muitos “fazem de conta” que não sabem e jogam. Então, que seja feita uma conscientização.
Em Acari, até as crianças conscientizam os visitantes sobre isso. É uma questão de consciência, mas também de cidadania e de respeito, a si mesmo, ao próximo e ao meio ambiente.

Anna Jailma - jornalista e blogueira

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