quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Jesus vai nascer no Sertão!


A Casa de Cultura Popular de Caicó promove noite especial em dezembro.
Neste ano, a Casa de Cultura, que funciona no Sobrado de Padre Guerra, ao lado da Catedral de Sant’Ana, tem programação especial no dia 06 de dezembro.
A partir das 20h do dia 06, acontece exposição de artes plásticas de Custódio Medeiros, apresentação do coral Meninas do Encanto e apresentação de peça teatral.
O coral Meninas do Encanto vai apresentar repertório natalino e música popular brasileira, sob regência de Jussara Santos. Já o espetáculo natalino, intitulado de “O Nascimento de Jesus nas Quebradas do Sertão”, será apresentado pela Companhia de Teatro Acauã, com direção de Alexandre Muniz e texto de Djalma Mota e Dodora Medeiros.


Quem não assistir
Vai se arrepender
É textos dos bons
Não dá para perder

Todo o enredo eu já vi
Só não posso revelar
Me encantei com o que li
Deixa a língua a coçar...

É Jesus nascendo aqui
Nas quebradas do sertão
Dificuldades e lendas daqui
Nas veredas desse chão


Anna Jailma - jornalista e blogueira

A Montanha


Subir a Serra do Mulungu é muito mais que uma escalada. É um estado de graça, é como seguir em romaria, é quase subir aos céus.
No caminho muito mais que pau e pedra, tem xique-xique, jurema, canto dos pássaros nos galhos acima de seus olhos e lá embaixo, por onde você já passou.
A cidade vai ficando pequena, o mundo vai ficando pequeno e as lembranças chegam em harmonia com seus passos: vem a lembrança das lendas que falam da “onça da serra”, vem a lembrança de Quinca Horácio que trazia mel das colméias da serra e contava entusiasmado que lá já havia subido várias vezes. Vem a lembrança de minha tia Nilce que nunca subiu a serra e dizia que era melhor assim; para que a Serra do Mulungu fosse sempre como estrela inalcançável.
Os passos quase chegam ao topo e sente-se a presença de Deus. É momento de refletir sobre a vida, sobre sua história, o que fez, o que falta fazer, o que não deveria ter feito.
Chega-se ao topo. O dia está amanhecendo. Você senta num lajedo e descansa maravilhado, iluminado pelo sol que está raiando. Os olhos observam o que pode-se enxergar do alto, onde tudo é tão pequeno. Você sente-se no Monte Sinai e o coração convida a fazer uma oração. Você reza e canta, agradece e principalmente sorri, de alegria, de satisfação, por sentir-se numa espécie de recanto do céu e ter a sensação que Deus pousou a mão na sua cabeça.
Nunca fui ao topo da Serra do Mulungu, mas, imagino que seja assim.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

Foto - cedida por Kátia Maronni

NOTICIAS DE BRASÍLIA - DF


O projeto que estabelece o Estatuto da Igualdade Racial deve ser votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em duas semanas.
Segundo o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o presidente da Comissão, vai colocar a proposta em votação nas próximas reuniões.
Em audiência pública realizada hoje, o ministro defendeu a a votação da proposta com o texto vindo da Câmara. Na avaliação do ministro, o Estatuto não vai trazer solução para todos os dramas, mas é um ponto de partida para o Brasil avançar no rumo da igualdade racial.
O Senado já havia aprovado o texto original do Estatuto. Na Câmara, os parlamentares retiraram, entre outras coisas, a previsão de cotas para o ensino superior, o artigo que previa tratamento diferenciado em licitações para empresas com negros no quadro de funcionário e a previsão de cotas para negros em programas de TV.



Anna Jailma - jornalista e blogueira

Fonte: Congresso em Foco.

Vontade de subir a Serra...

São João do Sabugi vista da Serra do Mulungu...
O sol raiando no Monte Sinai sabugiense...

Chegando no alto, a passagem pelo xique-xique...


No alto os dois "M" de Montanha Mulungu!
Não subi a Serra do Mulungu - ainda! As fotos foram cedidas por Kátia Maronni.
Você já subiu?! Mande um email para annajailma@yahoo.com.br e conte qual a sensação de subir a serra, que emoção sentiu, como foi a escalada, quando foi, se foi em turma ou sozinho. Enfim, conte sua história. Iremos publicar no À Flor da Terra.
Anna Jailma - jornalista e blogueira




Ciranda Elétrica


Ciranda Elétrica - de Geraldo Anízio



Ciranda, Cirandinha
Neste lindo apagão
Vamos todos bem depressa
Acender o lampião!

A luz que tu me deste
Nunca veio de turbina
Veio do pavio branco
Que acende a lamparina.

Depois que o querosene
Se derramou pelo chão
Apagou a labareda
Do pavio de algodão.

Eu me lembro de Caicó
O motor não fez borrão
Antes veio o carboreto
Pra não ter nunca apagão.

Vamos todos Cirandar
Brincando aqui no chão
No claro da lua cheia
Por causa do apagão.

Vamos brincar de brasa?
Cada um na sua casa.
Foto - Anna Jailma

domingo, 15 de novembro de 2009

AVISO AOS NAVEGANTES

Frequentemente este blog tem recebido mensagens de um anônimo - digo "um" porque percebo pela sua escrita que as mensagens têm o mesmo teor, mesmo estilo na escrita, e o mesmo objetivo que é falar de política - que insiste em não assinar seu nome nas mensagens e também em deixar suas mensagens nas matérias que nada têm em comum com o que ele escreve.
Já houve ocasião em que usando de boa vontade, aprovei seus comentários e respondi - educadamente - que este blog não tem perfil político partidário e nunca vai ter, porque assim prefiro. O assunto política vem ao blog quando vez ou outra coloco o tópico NOTÍCIAS DE BRASÍLIA onde menciono projetos que trazem alguma informação ou benefício necessários a população, independente de partido ou bandeiras. Por incrível que pareça, o "anônimo" tão interessado em política, prefere não comentar nestes tópicos, nem mesmo para expor uma análise sobre os projetos mencionados.
Então, está determinado que a partir de agora, mensagens "anônimas" só vão ser postadas se vierem com o nome do autor acrescentado no texto e mais, se o assunto for sobre a mensagem no qual o comentário foi inserido.
Estamos prestes a entrar num ano de política - e/ou politicagem - e prefiro evitar problemas desde já. Não irei me responsabilizar por mensagens sem identificação que simplesmente jogam "fogo pra todo lado" querendo usar o blog - que não tem teor político - como seu escudo.
Blogs políticos na nossa região há muitos. Quem gosta do assunto, não falta espaço para opinar usando de boas e más expressões. Têm para todos os gostos, atendendo gregos e troianos.
Este blog não foi criado para fins políticos partidários e não vai ser agora - por vontade de um anônimo - que vai passar a ser.
Feliz dia da Proclamação da República!

Anna Jailma - jornalista e blogueira - as vezes impaciente e temperamental.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Do alto dos 20 e poucos anos

Remexendo por aí encontrei um texto da minha sobrinha Suely Nóbrega, filha de Vânia e Edson. Ela tem 25 anos, é historiadora, poetisa e adora escrever.
No texto "Brega?" que foi publicado no site Recanto das Letras - o site reúne escritores e poetas - Suely fala de uma época que aparentemente está bem longe de seus 20 e poucos anos, mas é exatamente o que ela busca no mundo ao seu redor. Quando escreveu o texto, em 2005, era estudante na UFPB, em Campina Grande, PB.
Anna Jailma - jornalista e blogueira.




"Que saudade de antigamente. Tempo em que roubar uma rosa do jardim do vizinho não parecia crime, e sim uma prova de amor!
Vontade de ter vivido no tempo em que as serenatas na janela eram uma constante...Em que os gestos valiam mais que as palavras.
Saudades do passeio na praça, das manhãs de primavera, dos beijinhos roubados ao pé da porta, com medo que o papai visse!
Tenho saudades sim!!! E não porque sou velha ou ultrapassada, mas porque sinto falta dos tempos em que "ser romântico" não queria dizer "ser brega"...
Hoje o tempo corre como um atleta em fim de maratona! E leva junto com ele, as pequenas coisas da vida, que aos nossos olhos parecem simples demais, mas que depois se mostram indispensáveis!
Quero andar de mãos dadas. Quero dividir aquele sorvete numa tarde quente. Quero pisar na grama com os pés descalços. Quero rir até a barriga doer. Quero chorar vendo filme. Quero fazer cosquinhas. Quero AMAR...
Amar como antigamante...E se isso parecer brega, então que seja! Quero ser brega... "

[Suely Nóbrega]

A beleza do diferente

Mariá em uma das diversas passarelas que já percorreu, acompanhada de modelos
- adoro este verde!
Homenagem a Brasília...Já pensou um vestido com a Serra do Mulungu?!

Conheci a moda da estilista Mariá Araújo através das amigas Waleska Barbosa, jornalista em Brasília, e Luciana Queiróz, que atua no jornalismo em Caruaru, Pernambuco.
A moda de Mariá mistura cores, estampas e tecidos confortáveis, com muita customização, passando muita criatividade e alegria nas roupas e acessórios. É o “diferente”, ou o que talvez possa chamar de “hippie chic”, foge do comum, do muito usado ou copiado. É o tipo de estilo que ou se ama ou se odeia. Eu amo o estilo da Mariá Araújo e quando penso em sonho de consumo, lembro de um guarda-roupa cheio de roupas assinadas por ela.
Mariá realiza desfiles de moda em Brasília freqüentemente, integrando grandes eventos da moda brasiliense como Brasília Fashion, que inclusive teve destaque na Revista Manequim, também destacando Mariá entre os estilistas.Na sua última coleção, recém-lançada na passarela, Mariá traz o tema “Mangue Beat” que vocês podem observar logo abaixo...





Anna Jailma - jornalista e blogueira

Moda da Mariá Araújo - Mangue Beat!












"O Mangue Beat encabeçado por Chico Science nos anos 90 misturou ritmos como o maracatu, rock, hip hop e a música eletrônica. “A palavra de ordem era misturar” lembra Mariá, já que os manguezais são os ecossistemas mais ricos do planeta. “Essa onda influenciou a forma de se vestir dos jovens e assim você vê na minha passarela”.
As peças de verão são coloridas e alegres. A cor que predomina é o vermelho, mas há amarelo, laranja, azul, branco, preto e listras. “Eu não posso deixar de fazer o patchwork, que já é a minha identidade” conta.
Os vestidos longos, curtos e balonês usam mistura de tecidos e texturas. A trilha obviamente teve o som de Chico Sciense. Coube a Hugo Siqueira a mixagem do som. Os acessórios foram feitos por Elizabeth Aquino com bolas de isopor e madeira. As sandálias beges são iguais às usadas pelas Apoena no Fashion Rio. "
Postagem: Anna Jailma

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ozi dos Palmares - o pernambucano que cantou para São João do Sabugi



Muitas pessoas ficaram com a pergunta na ponta da língua, de quem seria o Ozi dos Palmares, que deu voz a letra da música Galopante, de Geraldo Anízio, em homenagem a São João do Sabugi.
Pois bem, Ozi é pernambucano da cidade de Palmares – daí o complemento original ao seu nome – e é filho de músico clarinetista da chamada Banda dos Ferroviários. Então desde criança ele teve interesse pela música. “ As influências que recebemos na infância e adolescência, provavelmente permanecem intrínsecas por toda a vida adulta” diz Ozi dos Palmares.
O cantor e compositor cresceu ouvindo a música cheia de cultura e arte que envolve Pernambuco. Os ouvidos e os olhos de Ozi logo se encantaram pelo maracatu, pelas cirandas, pelas músicas dos emboladores e repentistas de ruas e feiras livres, além de tantas outras manifestações populares.
Ele diz que foi “ nesse fervilhar de poesias, artes plásticas, teatro, música e manifestações folclóricas que aflorou, no então menino, um apelo a inteligência musical”
O músico Ozi começou a tocar em caixotes e latas improvisadas. O amor a terra e a originalidade, influenciada pelos diversos e ricos estilos conhecidos, fazem dele um compositor e um intérprete diferente, longe do comum, simplesmente ímpar; quando cria ou interpreta uma canção.
Na sua carreira, onde ele é reconhecido como grande artista por estudiosos da música, Ozi dos Palmares integrou projetos de música no SESC de Bauru e Piracicaba, no interior de São Paulo e na capital paulista; além de participar do Festival Record de MPB, no Olympia em São Paulo, que teve apresentação de Lucinha Lins e José Rodrix.


No Exterior ele é muito reconhecido principalmente em Portugal, onde teve a música “Açucena” classificada entre as 5 mais pedidas na Rádio Lumena de Açores.
Em Recife, Ozi já abriu show do grande Sivuca, contou com participação de Osvaldinho do Acordeon em lançamento do CD No Canto da Boca e foi convidado especial do músico Dominguinhos em show na “Sala de Reboco”, nos anos de 2005 e 2006.
Um dos registros marcantes de sua carreira foi a oportunidade de compor um samba em homenagem a Clara Nunes, em parceria com Christiano Stockler, que contou com arranjos de Wilson Simonal.
Ozi dos Palmares tem rica trajetória na música brasileira desde 1992, e hoje reside em São Paulo. Em contato que teve comigo via email disse na sua humildade – que é característica dos grandes artistas: “Gostei da letra de Geraldo Anízio e musiquei. Quem sabe um dia o prefeito de São João do Sabugi me chama para um show nesta cidade que quero um dia conhecer. Será uma grande alegria. Estou elaborando meu cd e esta música que homenageia São João do Sabugi vai integrar o CD”.
Quem quiser conhecer mais, acesse www.ozidospalmares.zip.net

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Fotos - Garimpadas na net

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Celebrar com júbilo!

Padre Agripino, ou "Papino", como por muitos é chamado, recebendo parabéns dos sabugienses durante a celebração
Na data de hoje, 9 de novembro, o Monsenhor João Agripino Dantas, Pároco Emérito da Paróquia de São João Batista, em São João do Sabugi, completa 85 anos de vida.
Na manhã de ontem, os fiéis da paróquia estiveram reunidos em Missa em Ação de Graças na Igreja Matriz de São João Batista, celebrada pelo administrador paroquial Janilson Alves de Oliveira.
Emocionado, Monsenhor João Agripino, agradeceu a todos que estiveram presentes ao longo de sua caminhada como sacerdote e apresentou discurso com palavras que misturam sabedoria e humildade do servo de Deus.
Na missa houve significativa presença dos sabugienses, inclusive, homenagem do Apostolado da Oração que reuniu seus membros e o homenageou, em coral, com antigo cântico religioso, direcionado ao sacerdote.
Também aconteceu ontem, confraternização na residência de Monsenhor Agripino; reunindo amigos que o admiram e o agradecem por escolher a pequena São João do Sabugi, como templo de sua morada.



Ao Monsenhor, Parabéns!
Anna Jailma - jornalista e blogueira


Palavras do Monsenhor

Um aniversário natalício é uma oportunidade que nos ajuda a fazer um exame de consciência sobre o que estamos fazendo da nossa vida e o que desejamos para nós.
E um aniversário de plena velhice é mais ainda um ensejo de refletirmos sobre o sentido da vida.
Segundo a doutrina Cristã, a morte não é um fim definitivo, mas sim uma fase de transição para a vida eterna. A morte é a hora de voltar para casa, para a casa do Pai Celeste. Essas palavras representam a visão Cristã da nossa vida presente.
Ao ensejo desta celebração, não posso deixar de refletir na grandeza da Graça que Deus me concedeu, mas também na responsabilidade que me coube no desempenho dessa missão.
A Deus agradeço o Dom maravilhoso da Vida, o Dom da Vocação Sacerdotal. E as oportunidades que ele me proporcionou ao longo dos meus dias. Ao mesmo tempo peço perdão a Deus pelas minhas omissões, negligências, falhas e culpas. "a quem muito foi dado , muito será exigido".
E peço, humilde e confiantemente, perdão ao povo de Deus pelas minhas falhas no cumprimento da minha missão. Se todos nós déssemos sempre um testemunho coerente e vivo de Fé, o Reino de Deus se dilataria mais e atingiria mais profundamente o coração das pessoas.
Tenho, pois, plena consciência de minhas limitações e lacunas, mas espero confiantemente que Deus, apesar de tudo isto, tenha cumprido os seus planos de salvação do povo a mim confiado.
Agradeço a todos o acolhimento que me proporcionaram ao longo de todo o meu Ministério Sacerdotal. Cícera Lucena, dentre outras, foi uma das grandes benfeitoras da Paróquia durante a minha gestão como Vigário. Durante mais de dez anos, ela serviu na casa paroquial e na Igreja em muitas necessidades, atividades e iniciativas.
A Cícera e também a todos e todas que colaboraram com dedicação e empenho, o meu agradecimento muito sincero. Não tenho palavras para agradecer tamanha generosidade e tantas atenções.
Meus irmãos e irmãs
O Apóstolo São Paulo pedia insistentemente aos Cristãos por ele evangelizados que orassem constantimente para que ele fosse sempre fiel à sua missão de Arauto de Cristo.
Com muito mais razão ainda, peço eu as vossas orações por mim. Alimento o desejo e a esperança de que esta celebração seja uma oportunidade para a revalorização do Sacerdócio na nossa consciência de Cristãos.
O que importa não é a valorização individual do Padre. O essencial é a consciêntização do valor do Sacerdócio como tal, a revalorização da missão que Deus confiou a seus enviados.
Muito obrigado pela presença e pela solidariedade de todos os que aqui compareceram.
Que Deus nos torne mais fervorosos na Fé e mais sinceros no Amor Fraterno e Cristão.
Mons. João Agripino Dantas

Palavras dirigidas aos presentes na Missa de Ação de Graças pelo seu natalício, no dia de ontem, em São João do Sabugi RN

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pensamento de Clarice


“Há três coisas para as quais eu nasci e para as quais eu dou minha vida. Nasci para amar os outros, nasci para escrever, e nasci para criar meus filhos. O ‘amar os outros’ é tão vasto que inclui até perdão para mim mesma, com o que sobra. As três coisas são tão importantes que minha vida é curta para tanto. Tenho que me apressar, o tempo urge. Não posso perder um minuto do tempo que faz minha vida. Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca [...].”



[Clarice Lispector]