segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ornamentação da Prefeitura foi alvo de vandalismo em São João do Sabugi


Enquanto a maioria dos sabugienses estavam festejando a véspera de Natal, na madrugada do dia 25, vândalos movidos por motivos desconhecidos mas mesquinhos, destruíram árvores que ornamentavam a Prefeitura Municipal de São João do Sabugi.
As árvores não representavam apenas uma ornamentação natalina, mas principalmente o trabalho de crianças das escolas que coletaram material para a construção das árvores; bem como, a junção de trabalho, até voluntário, das pessoas que aprenderam a transformar o velho em novo, o lixo em “luxo”; para a ornamentação natalina.
Fico imaginando como pode alguém sentir satisfação com um ato de vandalismo...Como pode alguém sentir-se realizado ou até dar boas risadas enquanto destrói algo que deixava a própria cidade mais bonita? Certamente é um prazer ou um sentimento de realização bem diferente do que foi sentido pelos que participaram da construção daquelas árvores. O sentimento de quem constrói algo bonito não pode ser igual ao de quem destrói na madrugada.
A diferença começa logo no ato. Enquanto quem constrói faz a luz do sol, diante de admiradores, vivendo momentos de pura descontração, quem destrói tem na consciência a certeza que faz algo errado e por isso mesmo observa os quatro cantos, com receio de ser visto, movido pela falta do próprio espírito natalino; completamente fora de si e movido por sentimentos mesquinhos como a vontade de causar insatisfação, raiva ou discussões na própria cidade.
Como pode alguém se ocupar em cometer atos de vandalismo na véspera de Natal? Só existe uma explicação: trata-se de alguém muito só, que não teve nem mesmo com quem compartilhar uma confraternização verdadeira e fraterna, que o contagiasse com bons sentimentos como a paz e a harmonia. Certamente quem fez isso estava muito mais comandado pela insatisfação consigo mesmo, do que com aquelas árvores, onde despejou tanta fúria.
Aos que vivem o verdadeiro sentido de Natal, de união entre todos – sem distinção – cabe agora a serenidade de não se contagiar com sentimentos ruins como a revolta, ou mesmo a tristeza. A melhor resposta é reconstruir mais uma vez aquelas árvores.
E para quem destruiu as árvores ficam os votos de que no próximo ano, viva um Natal mais feliz.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

Um comentário:

Anônimo disse...

Realmente, Jailma, ente diminuto para tomar uma atitude dessa. Lamentável. Perdoemos esse irmão desconsertado e que DEUS o ilumine!