segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Síndrome da Rua Grande


Visitando a Feira do Livro do Seridó, em Caicó, encontrei por lá, rodeado de livros e com a netinha Taiane, o jornalista Orlando Caboré.
Já tive oportunidade de entrevistá-lo, quando eu trabalhava no Jornal Correio do Seridó. A entrevista foi sobre seu livro "Os primos do Gavião" que reúne "causos" daqui do Seridó. É um livro descontraído sobre as vivências interioranas de Caicó e região.
Caboré é uma junção de humorista, analista político e crítico, sem "papa na língua" e com um olhar aguçado, que enxerga longe e gosta de contar e recontar o que viu, sem mordaças ou "tábuas nos olhos".
Na conversa informal que tive com Caboré, na última quinta-feira, ele me falou sobre seu novo livro: A Síndrome da Rua Grande. A obra traz o início da década de 60 em Caicó, tratando dos crimes ocorridos na época; que instalaram o medo na região, baixando o tom das conversas nas calçadas.
Segue abaixo um trecho do que será o livro, com lançamento previsto para dezembro. E para saber mais acesse http://www.ocabore.com/


Anna Jailma - jornalista e blogueira


"...O assassinato em circunstâncias aparentemente inexplicáveis do jovem Nilson de Aníbal numa valeta da estrada do açude Itans, em Caicó, cenário impensável para um crime sem motivo aparente, já constitui por si só motivo para que o leitor desenvolva fabulações acerca da sociedade caicoense do início dos anos 1960. E o experiente jornalista caicoense Orlando Caboré não poupa munição para atendê-lo. Através de uma série de análises e apresentação de inúmeros elementos que vai colando à disposição do leitor, vai capacitá-lo a entender, se não a motivação e a autoria do crime, de imediato, pelo menos o contexto que o tornou possível.
O mesmo procedimento é dado aos assassinatos do empresário Aníbal da Cunha Macedo e dos médicos Onaldo Queiroz, Carlindo Dantas e Pedro Militão. A morte dos três primeiros é contada em detalhes que chocam pela persistência de práticas que remontam ao coronelismo, aos justiceiros de honra, ao banditismo congênito, a um sertão sem lei nem rei, um sertão que parece nunca acabar em seus estertores sanguinolentos! A notícia sobre a morte do Dr. Militão é como que uma reedição da síndrome que parece não cessar na região...

[Nelson Patriota ]

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