quinta-feira, 31 de março de 2011

CNJ proíbe nome de pessoa viva em patrimônio público

O Conselho Nacional de Justiça decidiu que não mais será permitido nome de pessoas vivas em repartições e prédios públicos. A decisão do Conselho justifica que manter os nomes de pessoas vivas em prédios e logradouros públicos fere a lei 6.454/1977, que trata do princípio da impessoalidade na administração pública. Entende-se que nome de pessoa viva em patrimônio público é promoção pessoal. Se esta nova decisão do CNJ for aplicada ao "pé da letra" vários nomes vão ser alterados aqui no Estado; visto que, o Campus da UERN em Natal tem o nome do Governador Fernando Freire, ex-governador. Já o Centro de Convivência, no campus central, chama-se Governador Garibaldi Filho e lá em Mossoró, capital do Oeste, a ex-governadora Wilma de Faria tem nome em praça pública do bairro Belo Horizonte e na Praça de Convivência. Aqui no Seridó, inclusive em Caicó, também temos alguns exemplos. Mas sinceramente, defendo que homenagem deve ser enquanto a pessoa está viva. Se isto representa promoção pessoal, então que deixe de existir, mas homenagear depois da pessoa já não estar entre nós, as vezes é simplesmente uma forma de comover a família e "conseguir votos dos familiares e amigos", devido a promoção da pessoa querida já falecida.Fica aqui esta 'pulga' para a orelha do CNJ.


Anna Jailma - jornalista e blogueira

Um comentário:

hasard disse...

sou completamente contra colocar o nome de uma pessoa viva num patrimonio público! Isso não é apenas uma forma de homenagem,mas uma forma de imortalizar um nome. Se a pessoa ainda está viva não faz sentido colocar o nome dela num prédio, por exemplo. Se quer homenagear uma pessoa viva, existem outras formas, como placas, discursos, festas, músicas, etc.Além do mais isso faz com que dê a impressão de que a pessoa é mais dona daquele prédio do que o resto dos cidadãos. Um exemplo prático de isso ser uma total bobagem seria se a pessoa homenageada, um dia surtasse e acabasse matando alguém, iriam trocar o nome do local? Isso é palhaçada! Creio que um cidadão não tenha mais direito do que outro de ter seu nome elevado a esse nível, a não ser que tenha feito algo excepcional. Mas, uma vez falecidoo ele já não é mais um cidadão e pode ser elevado a símbolo e sua memória imortalizada em um local, um substituto sólido ao corpo perene e sem vida.