sábado, 4 de junho de 2011

Uma caixa preciosa



Passeando por São João, encontrei Maria de América, uma das pessoas mais populares de São João do Sabugi. Maria e sua irmã Tutuca, têm dons artísticos quando se trata de artes manuais: são referências quando se fala em culinária, em capelas dos anjinhos do mês de maio, balas de cumaru, e bonecas de pano.
Encontrei Maria, sempre sorridente, com uma caixa preciosa, vendendo tesouros: uma caixa de bonecas de pano, que me remeteram à infância. Quando criança, minhas bonecas já eram as de plástico ou emborrachadas, mas, minhas preferidas sempre foram as de minha mãe, feitas de pano; que ela guardava no alto do guarda-roupa. Quando um dia descobri aquele tesouro, nunca mais desgrudei. Minhas primas, Gorete (de tio Chagas), Denise, Thaís e Catherine (de tio Joaquim) e as amigas, Patrícia (de Odílio) e Nina Rosa (de Maria de Raimunda), eram as companhias mais frequentes na época da infância e todas nós, tínhamos aquelas bonecas de pano como as preferidas. Maria de América e sua caixa de bonecas, me trouxe esta recordação.
Doce tempo aquele! Como é bom quando temos uma infância de verdade, para recordar!

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Foto/Anna Jailma

4 comentários:

João Quintino disse...

Adoro Maria de América, Jailma: ela é a cara da nossa cultura. Abraço!

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Grata pela visita e comentários!

Dalva Cândido disse...

Ah Jailma que preciosidade é essa caixa. Quando eu era pequena adorava as minhas bonecas de pano - que durante muito tempo eram as únicas que eu possuia- e tinha muita raiva porque as pessoas "grandes" chamavam as bonecas de pano de "bruxas" e até hoje não sei o porquê disso. Para mim elas eram princesas de contos de fada. Maria e Tutuca são muito prendadas, fazem flores, quitutes, bordados, arranjos... Fazem arte. Um abraço.

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Dalva também nunca entendi porque chamam bonecas de pano de bruxas...Mas como sempre gostei da Meméia - bruxinha dos gibis - então, nunca me importei. (risos)