quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NOTÍCIAS DE BRASÍLIA

DILMA ROUSSEF - O discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas é alvo de elogios desde ontem na mídia nacional e internacional. Nos principais meios de comunicação, a presidente do Brasil, que foi a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia da ONU, é elogiada pela forma objetiva e segura, com que tratou assuntos de importância mundial; como a crise econômica e a situação da Palestina.
Bom seria - para nossos ouvidos, inclusive - que todos os políticos se preparassem quando fossem se dirigir ao público. Independente da ocasião, independente do conhecimento de quem vai falar, independente da grandiosidade ou da pequenez do evento, é importante que ao se dirigir ao público, ao povo - mesmo a um pequeno grupo - o político saiba o que está dizendo, procure anotar o que pretende abordar, destaque os pontos principais de seus projetos. Falar sem haver uma preparação resulta em duas coisas negativas: promessas que não são cumpridas ( porque não houve análise de como se pode realizar o que prometeu ) e falta de uma boa condução nas palavras; deixando a platéia entediada e o político sem crédito.

COMISSÃO DA VERDADE - A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de ontem, a criação da Comissão da Verdade, que vai apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditatura militar. A proposta, com origem no Executivo, ainda precisa ser analisada pelo Senado Federal.
A versão final do texto aprovado incluiu mudanças sugeridas pelo DEM, que propôs limitações ao perfil dos integrantes da comissão, que será composta por sete membros indicados pela presidente Dilma Rousseff. Depois de reuniões entre lideranças, a base do governo aceitou incluir emendas apresentadas pelo DEM, PSDB e PSOL. As mudanças visam impedir indicações políticas. A emenda do DEM impede que participe da comissão "quem exerce cargo no Executivo e em partido, quem não tenha condições de atuar com imparcialidade e quem esteja no exercio de cargo em comissão ou função de confiança". As mudanças foram apresentadas por volta das 22h pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). "O que eu recebi de orientação do governo é que há compromisso de que este será o texto defendido pelo governo, que vai para o Senado e para sanção presidencial", afirmou.
O projeto de lei diz que a Comissão não terá poderes para punir agentes da ditadura. As investigações incluem a apuração de autoria de crimes como tortura, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres, perdoados com a Lei da Anistia, de 1979. A comissão terá dois anos para produzir um relatório, com conclusões e recomendações. Durante as investigações, o grupo poderá requisitar informações a órgãos públicos, inclusive sigilosas, convocar testemunhas, realizar audiências públicas e solicitar perícias.
A Comissão da Verdade irá também enviar, aos órgãos públicos competentes, informações que ajudem na localização e identificação de restos mortais de pessoas desaparecidas por perseguição política. Tomara que funcione.

Anna Jailma - jornalista e blogueira

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