terça-feira, 8 de novembro de 2011

O oito ou oitenta do atendimento em Caicó


Toda regra tem exceção, mas, a maioria do comércio de Caicó tem um atendimento “oito ou oitenta”. Em parte das lojas, você entra e os atendentes ou vendedores, não percebem sua existência. Olham de longe, fazem uma rápida observação “do pé à ponta” e ignoram sua presença. Se você quiser alguma informação, precisa ir até o vendedor com a peça na mão e perguntar o que precisa saber. E a indiferença não para por aí: o vendedor ainda responde sem olhar para você; de olho numa pessoa bem vestida que acabou de entrar ou mesmo fingindo que está ocupado, arrumando peças ou fazendo outro trabalho de rotina. Este é o atendimento “oito”, o que não percebe sua existência dentro da loja; mesmo que você seja o único cliente nela presente.
Outra parte das lojas tem o atendimento “oitenta”. É o atendimento “grude”, que parece ter feito algum curso de segurança, mas, nunca de excelência em atendimento. O atendimento “oitenta” demonstra ao cliente que a sua presença foi observada, mas foi vista com desconfiança. O medo que o cliente coloque alguma coisa na bolsa, é maior que a vontade de vender. O cliente entra na loja, diz que está apenas olhando e que se surgir interesse por alguma coisa, chama o vendedor. Tamanha explicação não adianta. O vendedor fica na sua “cola”, geralmente com as duas mãos para trás, seguindo todos os seus passos, bem coladinho. Parece o “sombra” das pegadinhas de TV.
Já passei pelas duas situações em Caicó, em diversas lojas. Fico imaginando o que pode ter acontecido com aqueles vendedores. Será que não passaram por um treinamento sobre atendimento? Ou será que até fizeram um curso, mas, não “entenderam” a mensagem? Ou pior, será que o atendimento “oito ou oitenta” é regra dos “chefes”?
Recado do coração: se quer conquistar o cliente, cultive a empatia. Ou você tem empatia, ou você não conquista. O cliente não quer o vendedor “oito" nem o "oitenta”. O cliente quer atenção, mas não quer desconfiança. E ele percebe a diferença entre ser atencioso e ser desconfiado.
Como toda regra tem exceção, também já fui em lojas de Caicó onde o atendimento é excelente, independente da roupa que eu esteja usando. Mas, infelizmente o atendimento “oito ou oitenta” ainda predomina. Fica o alerta.

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Arte Oito ou Oitenta - Dalila Borba

3 comentários:

Dalva Cândido-Natal/RN disse...

Puxa Anna Jailma você descreveu direitinho as duas situações; eu também já passei por essas. E também fiquei imaginando se esses vendedores tiveram algum tipo de treinamento para lidar com os clientes. Qaundo eu ia a determinada loja, muitas vezes " vesti a minha roupa de domingo" pra melhor ser atendida rsrsrs. Um abraço.

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Pois é, Dalva...E nós não somos as únicas a passarem por esse tipo de coisa. Muitas pessoas já comentaram comigo que também viveram estas situações. E tem empresário que ainda se pergunta porque faz mil promoções e não vende nada...

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Pois é, Dalva...E nós não somos as únicas a passarem por esse tipo de coisa. Muitas pessoas já comentaram comigo que também viveram estas situações. E tem empresário que ainda se pergunta porque faz mil promoções e não vende nada...