segunda-feira, 16 de julho de 2012

Catapora

Há mais de um mês, que existe uma epidemia de catapora em São João do Sabugi, RN. Mas, é impressionante como parece não haver um conhecimento sobre quais são os cuidados necessários com a catapora. Parece que resolveram banalizar a doença, como se fosse um simples “resfriado” e as pessoas – principalmente crianças e jovens – que estão com catapora, circulam normalmente nos locais de maior concentração de pessoas: escolas, igreja, praça, etc. A preocupação em não proliferar a doença, em não contagiar outras pessoas, é simplesmente inexistente.
Lembro que antigamente, quando as informações nem chegavam às pessoas com a rapidez dos dias atuais, os pais tinham o cuidado de que a criança com catapora permanecesse em casa, em repouso. Isso por dois motivos: primeiro, para a melhor recuperação, evitando uma evolução do quadro; e depois, porque existia uma preocupação de que a doença não se espalhasse, não se tornasse uma epidemia, atingindo toda a população. Hoje, vivemos a época do “cada um por si e Deus por todos”. Na época da festa do padroeiro, era comum crianças com catapora dançando quadrilha junto a outras crianças e dias depois, várias crianças apareciam com a doença. E assim permanece: o vírus continua circulando, e a cada dia novos casos surgem na cidade.
Resolvi pesquisar sobre o assunto, até porque, não vejo a catapora como uma doença extremamente perigosa mas também não a vejo como algo banal – talvez até por ter passados maus momentos, quando fui acometida pela doença. Conforme a pesquisa que realizei – em sites específico sobre o assunto – a catapora “pode até atingir órgãos internos e evoluir para óbito”. Então, fica aqui o alerta e uma sugestão: os profissionais de Saúde de São João do Sabugi, RN, procurem fazer um trabalho de conscientização sobre a catapora, se é que ainda não houve este trabalho atualmente. Visitem escolas, informando sobre o assunto; compareçam numa missa de domingo e divulguem informações sobre a doença. Caso contrário,  esta epidemia não vai parar e algo mais grave, como a transmissão ocorrer em grávidas ou recém-nascidos, pode ocorrer; havendo inclusive, o risco de óbitos.
Na postagem abaixo, constam as informações que consegui através de pesquisa na net.

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Foto - ilustrativa/autor desconhecido

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