terça-feira, 31 de julho de 2012

Saúde pública: todos nós podemos e devemos cobrar

O caos na Saúde pública é fato e atinge todo o país, mas, não se pode cruzar os braços diante desta situação. Não é porque o caos na Saúde acontece em todo lugar, que devemos nos "conformar" que aconteça em nosso lugar, na nossa terra. Pelo contrário, se cada um cobrar pela Saúde de sua terra, de seu Estado, estaremos mais perto de resolver a situação. 
Caicó é cidade pólo do Seridó. É para Caicó que vêm os casos mais graves da região, e o mundo inteiro sabe do caos que assola a Saúde em Caicó. Infelizmente a gravidade é tanta que Caicó chegou a ser destaque neste assunto, na mídia nacional.
No encerramento da Festa de Sant'Ana, Monsenhor Edson cobrou mais ação em favor da Saúde do município. A governadora do Estado estava presente e conforme comentários que circulam na mídia caicoense, ela sentiu-se constrangida, decepcionada. Muitos "representantes do povo", da classe política demonstraram seu apoio a governadora, considerando que o momento era inoportuno. Ora, em épocas eleitorais, os políticos vão aos seus palanques e dizem o que querem, prometem o que querem, e nós eleitores, lá estamos de braços cruzados, ouvindo sem direito de resposta, sem direito de fazer a pergunta óbvia "e porque não fez antes?". E agora, quando estão na posição de governantes, e são cobrados por uma ação que cabe a eles, sentem-se constrangidos?! O caos na Saúde pública não começou ontem, vem se arrastando faz tempo, mas agora chegamos ao fundo do  poço e quem estiver no poder, que escute a cobrança, que resolva, seja lá quem for. 
Todos nós temos o direito de cobrar nossos direitos, principalmente, tratando-se de Saúde pública. E o momento oportuno é o momento que a oportunidade oferecer. Em época de eleição, é oportuno desfilar pelas procissões, acenando para as pessoas como se fosse uma passeata eleitoral? Não. Mas todos ou quase todos os políticos fazem isso. E por que na hora de cobrar o direito de um povo, é preciso esperar um momento oportuno, uma sala fechada?
Monsenhor Edson, que também é pastor, que também é um representante de seu rebanho, nada mais fez que cobrar Saúde para seu povo, como todo bom pastor tem direito e até dever de fazer. Ser religioso não é somente dizer "amém" a tudo e todos, é também "dar a César o que é de César..."

Anna Jailma - jornalista e blogueira
Foto - blog de Marcos Dantas

2 comentários:

Dalva Cândido disse...

Esse ano o tema e o Lema da Campanha da Fraternidade tratavam da Saúde Pública que bem sabemos está um caos no Brasil inteiro. O Monsemhor Edson fez o seu papel como Servo de Deus cobrando das autoridades aquilo que elas mesmas propagam nos palanques: que quando eleitos farão tudo pela saúde e educação do povo. Ficaram ofendidos com o quê?! Acharam que não era oportuno porque? Deve ser porque a visibilidade do que o Monselhor falou foi imensa. Eu simplesmente amei que o Monselhor Edson é um dos padres que cuida das suas ovelhas e por isso tem que fazer cobranças- em público ou não.

ANNA JAILMA - annajailma@yahoo.com.br disse...

Grata pelo participação, Dalva.