segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Poesia que pensa



No caminho com Maiakóvski

"[...]

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

[...]"


Do blog: Constatação: Primeiro, você não diz porque não quer. Depois, porque nada disse, você não diz, porque não pode dizer...

Anna Jailma - jornalista e blogueira

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