quinta-feira, 14 de março de 2013

Desde ontem, Habemus Papa!


Foto Alessandro Biachi: A saudação do Papa Francisco I




Por volta das 15h de ontem, a fumaça branca indicava que os cardeais haviam escolhido um novo líder. Pouco mais de uma hora depois, foi anunciado o argentino Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco I. O nome é uma homenagem a São Francisco de Assis.
Foto Associated Press: Papa Francisco I, como Cardeal, beijando pé de um dependente químico
Uma foto divulgada pela agência Associated Press nesta quinta-feira, mostra o cardeal Jorge Bergoglio beijando o pé de um homem durante missa com jovens que tentavam superar o vício em drogas. A imagem é de uma missa de lava-pés realizada com viciados de um centro de recuperação em Buenos Aires, em 20 de março de 2008.


O novo Papa Francisco tem opiniões bem marcantes a respeito de assuntos polêmicos. A seguir, as posições do novo pontífice:
CASAMENTO GAY - Foi um tenaz opositor à lei do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo aprovada em julho de 2010 na Argentina com apoio do governo e que foi a primeira do tipo na América Latina.
'Não sejamos ingênuos: não se trata de uma simples luta política; é a pretensão destrutiva ao plano de Deus', disse Bergoglio pouco antes da sanção da lei.
CELIBATO - "O celibato é uma opção de vida como seria, por exemplo, viver na pobreza", disse Bergoglio no livro 'El Jesuita' de Sergio Rubín e Francesca Abrogetti.
Mas reconheceu que "há momentos em que pode-se tornar crítica (a opção) se o padre conhece uma mulher na paróquia e acredita que está enamorado".
EUTANÁSIA e ABORTO - Contrário à eutanásia. Chegou a declarar que 'na Argentina se aplica a pena de morte' no caso do aborto e a 'eutanásia acobertada' em idosos enfermos.
No livro "El Jesuita", Bergoglio citou a luta contra o aborto como "a batalha a favor da vida desde a concepção até a morte digna e natural".
"Uma mulher grávida não leva no ventre uma escova de dentes, tampouco um tumor. A ciência ensina que desde o momento da concepção, o novo ser tem todo o código genético".
PEDOFILIA - Três padres católicos foram condenados desde 2002 na Argentina por abuso sexual de menores com penas de entre oito e 24 anos de prisão, enquanto dois bispos renunciaram por envolvimento em escândalos sexuais.
Em todos os casos, a Igreja evitou fazer comentários e disse que acataria as decisões da justiça.

Fonte: G1 Notícias
Postagem: Anna Jailma - jornalista e blogueira

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