sexta-feira, 4 de outubro de 2013

I Encontro SESC de Bandas de Música do Seridó, acontece amanhã em Caicó




O I Encontro SESC de Bandas de Música do Seridó, que comemora o centenário de uma das peças musicais mais conhecidas no Brasil e até no exterior, representa para a cultura seridoense o reencontro ou o avivamento, de um dos traços de identidade cultural mais fortes desse povo, que é a sua musicalidade, cultivada desde meados do SEC VIII, tendo as bandas de música a sua principal escola, origem e referências. No entanto por traz de toda essa história, ainda temos reflexões e reinvindicações que se tornam históricas também.
As bandas de música ou filarmônicas vivem um momento positivo, sua atuação e produção artística que dar aires de cidadania as nossas pequenas cidades, é muito bem reconhecida pela sociedade e instituições, dado sua importância, sociocultural, educacional e artística. No entanto a manutenção e continuidade desse trabalho, caracteriza-se ainda, na maioria das vezes, pela determinação dos seus mestres ou maestros e a contribuição individuais de amigos e algumas instituições, como prefeituras, igrejas, governo etc.
Essas “ajudas” para todas as bandas, sempre foram e são insuficientes o que determinam a possibilidade de desenvolvimento em todos os sentidos. Mestres que trabalharam e trabalham de graça ou mal remunerados, instrumentos precisando de revisão, manutenção e acessórios, outros sucateados, locais impróprios ou inadequados para funcionamento da escola e sede das bandas, sem monitores, equipamentos de informática, fardamentos, estantes, acesso a cópias, móveis, aprimoramento técnico, material de manutenção como: palhetas, lubrificantes etc., condições de participar ou promover eventos e entre muitas outras dificuldades, a falta de pautas ou convites para apresentações.
As bandas de música são substituídas até em eventos onde suas presenças sempre foram certas e tradicionais, por paredões de carro de FANK e HIP HOP, DJs, teclados programados, bandas de “forró” e “pagodes” dos ruins, ou até mesmo por carros de som, e até fanfarras, que “bodejam” intermitentemente suas “zueiras” sem expressar nenhum aproveito sócio cultural educacional ou artístico para população, pelo contrário só depreciam a cultura e o conhecimento.
O entendimento do SESC – serviço social do comercio, em realizar essa grande festa de confraternização das bandas e, ao mesmo tempo festejar um fruto saboroso desse trabalho, que é a valsa centenária “Royal Cinema”, tem para nós (como diz o professor e escritor Dr. Claudio Galvão) que “vestimos a camisa das bandas”, um significado emblemático, quando reconhece a importância das bandas no contexto histórico e cultural da região do Seridó, possibilitando ao público e às próprias bandas uma oportunidade valiosa, para que se possa mostrar a grandeza do trabalho realizado diariamente e, ao mesmo tempo, chamar atenção para os problemas enfrentados, objetivando a sua continuidade.
De forma que agradecemos à direção e aos técnicos do SESC/RN e aos gestores da unidade do Seridó, pelo grande e histórico feito em prol das bandas de música e, consequentemente, pelo resgate e valorização da nossa cultura.

Associação Musical e Cultural do RN – AMUSIC
Fotos - AMUSIC


Postagem: Anna Jailma