quinta-feira, 26 de março de 2015

Um Bonde Chamado Desejo apresenta-se hoje em Natal




A leitura dramática de “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tennessee Williams, marca a retomada do Centro Experimental de Teatro do RN. O evento, promovido pelo Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, será hoje as 19h, no Teatro de Cultura Popular (anexo da FJA).
A data foi escolhida também para comemorar o Dia Mundial do Teatro, oficialmente 27 de março. A entrada é gratuita.
O Centro, fechado há quatro anos, terá um novo formato de atuação. Sem espaço físico definido, irá realizar ciclos de leituras dramáticas e oficinas livres, inclusive no interior do estado.
Sob a direção de João Marcelino, o texto de 1947 renasce com os atores Cláudia Magalhães, Luana Vencerlau, Potyra Pinheiro, Gilberto Sérgio da Costa, Arlindo Bezerra e George Hollanda.
A trama de “Um Bonde Chamado Desejo” leva ao palco uma crítica sobre o modo como as instituições da sociedade americana pós-guerra agiam em relação às mulheres. Blanche e Stella pensam que a companhia masculina é o único modo de alcançar a felicidade e dependem dos homens para sustento e conservação de sua auto-estima.
A peça, que rendeu ao autor o Prêmio Pulitzer, reúne amor, desejo, homossexualidade, suicídio, estupro, loucura. Entra em cena a autoafirmação do homem em detrimento da fragilidade da mulher, uma sociedade machista, a devoção pela pessoa amada e a intolerância cruel das relações sociais. É a partir desses referenciais que começa essa viagem, tomando o bonde do desejo criado por Tennessee.

Fonte/Imagem: Fundação José Augusto - FJA

Do blog À Flor da Terra: O Centro Experimental de Teatro do RN estava fechado há 4 anos e agora, na gestão de Rodrigo Bico, retoma com apresentação desta trama e não só isso, mas também a realização de ciclos de leituras dramáticas e oficinas livres que, inclusive, vão chegar aqui no interior do Estado, porque quem entende de arte e cultura, faz acontecer, e vai além do palco. 
Um espaço de cultura não é somente para apresentações esporádicas, ou pior, para ser reconhecido como "elefante branco", mas para fazer brotar arte naqueles que ainda não a conhecem, para criar, para descobrir e fazer nascer artistas, a cada dia, no seio da cultura local, e assim promover o desenvolvimento artístico cultural e social de um povo, nos palcos daqui e d'acolá...

Anna Jailma - jornalista e blogueira

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